Pré-candidato ao governo do Paraná, Requião Filho critica privatizações

Em entrevista à TMC, político do PDT classificou a tentativa de privatização da Companhia de Tecnologia como “um crime”

Por Redação TMC | Atualizado em
Requião Filho fala ao microfone durante sessão na Assembleia Legislativa
(Foto: Valdir Amaral/Alep)

O deputado estadual e pré-candidato ao governo do Paraná Requião Filho (PDT) criticou a privatização de serviços públicos, especialmente de estatais de energia, água e dados. Em entrevista à TMC, ele argumentou que as desestatizações “têm dado errado em cima de errado” e que áreas estratégicas “que podem melhorar qualidade de vida do paranaense não podem ser privatizadas”.

Recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o avanço da desestatização da Celepar, a Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná. Na decisão, o ministro Flávio Dino argumentou que a privatização não pode violar a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e que dados de segurança pública não podem ser integralmente tratados por uma empresa privada, necessitando de controle público sobre bases sensíveis.

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À TMC, Requião Filho classificou a tentativa de privatização da Companhia de Tecnologia como “um crime”. “A Celepar tem acesso a quase tudo o que a gente faz. Se estivesse tudo fechado, não estava suspenso pelo STF, pelo Tribunal de Contas do Estado e não havia um medo do próprio Tribunal de Justiça de haver esse vazamento de informações”, criticou.

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Internações involuntárias

Requião Filho também criticou as internações involuntárias de pessoas em situação de rua, realizadas pela prefeitura de Curitiba neste ano. O protocolo causou debate no legislativo municipal e estadual, além de ter sido discutido por profissionais de saúde e segurança.

A medida, de acordo com a prefeitura da capital, buscava “estabilizar e tratar as pessoas em situação de crise aguda e em vulnerabilidade, seja pelo uso de substâncias ou por transtornos mentais”.

Requião Filho se posicionou contra a internação involuntária, questionando “quem é que decide se aquela pessoa será ou não internada?”. Para ele, a medida é “uma política higienista” e “não é uma política de cura para essas pessoas”.

“Internamento involuntário como forma de higienização, eu não concordo. A gente tem, sim, que oferecer o serviço, mas ele tem que ter um padrão. Tem que ter um método científico que ajude essa pessoa. Porque, senão, é só uma crueldade, é uma tortura”, defendeu.

Sabatinas

Ao longo desta semana, a TMC Paraná apresenta uma série especial de entrevistas com os principais pré-candidatos ao governo do Estado. Todas as entrevistas foram gravadas separadamente, sem que cada pré-candidato tivesse acesso ao conteúdo dos demais pré-candidatos. Cada convidado teve 25 minutos para apresentar propostas, ideias e responder sobre os temas que impactam a vida dos paranaenses.

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