Joaquim Barbosa se filia ao DC e pode disputar Presidência

Magistrado aposentado substitui Aldo Rebelo como nome da legenda para disputa presidencial, com foco em ética e reforma do Judiciário

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Foto: Carlos Humberto/STF
Foto: Carlos Humberto/STF

O ex-ministro Joaquim Barbosa, de 71 anos, formalizou sua filiação ao DC (Democracia Cristã) no início de abril. A legenda pretende lançá-lo como pré-candidato à Presidência da República em 2026, substituindo o ex-ministro Aldo Rebelo, que havia sido apresentado como nome do partido no início do ano.

A decisão ocorre em meio à crise de imagem do Supremo Tribunal Federal (STF), agravada pelo escândalo envolvendo o Banco Master. Barbosa presidiu a Corte e atuou como relator no julgamento do mensalão, o que consolidou sua imagem pública ligada ao combate à corrupção.

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Segundo o DC, pesquisas qualitativas realizadas pela legenda mostraram resultado positivo para o nome de Barbosa. O partido avalia que o magistrado aposentado tem potencial para atrair eleitores insatisfeitos com o cenário político atual.

A campanha teria como bandeiras principais a ética na política e a reforma do sistema judiciário brasileiro. O ex-ministro deixou o STF em 2014, após 11 anos na Corte.

O DC é uma sigla de pequeno porte, sem recursos significativos, tempo de televisão ou direito garantido a participar dos debates presidenciais. Para viabilizar a candidatura, o presidente do partido, João Caldas, ex-deputado federal, tem feito contatos com dirigentes de outras legendas em busca de alianças.

A estratégia do DC é formar uma coligação que permita ao ex-ministro disputar o Planalto com estrutura mínima de campanha. Sem esse apoio, a candidatura enfrentaria dificuldades operacionais graves.

Histórico de flerte com a política

Esta não é a primeira vez que Barbosa se aproxima de uma disputa presidencial. Em 2018, quando estava filiado ao PSB, o magistrado chegou a considerar entrar na corrida eleitoral, mas desistiu antes de oficializar a candidatura.

Nascido em uma família de baixa renda em Minas Gerais, Barbosa construiu carreira no Judiciário até chegar ao STF. Sua atuação no julgamento do mensalão, em 2012, projetou seu nome nacionalmente e consolidou sua imagem como defensor da moralidade pública.

Silêncio do ex-ministro

Procurado para comentar a filiação e os planos eleitorais, Joaquim Barbosa não se manifestou. O DC segue trabalhando nos bastidores para estruturar a pré-candidatura e ampliar o leque de apoios políticos necessários para tornar a disputa viável.

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