Atleta de 27 anos é investigado por importunação sexual contra jovem de 15 anos na hípica de São Paulo

Fontes da TMC revelaram que o suspeito também é acusado de assédio por outras vítimas

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(Foto: Reprodução)

Um atleta de hipismo de 27 anos é investigado pela Polícia Civil de São Paulo após ser denunciado por importunação sexual contra uma adolescente de 15 anos. A vítima prestou depoimento e registrou Boletim de Ocorrência detalhando o caso que teria acontecido durante um Campeonato de Saltos Nacional (CSN), realizado no Clube Hípico de Santo Amaro, na zona sul da capital paulista.

O caso foi registrado na 6ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santo Amaro e ocorreu durante uma das etapas do circuito nacional de hipismo, na quarta-feira (13/05). Fontes da TMC revelaram que o mesmo atleta também é investigado por outros casos de importunação sexual.

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De acordo com o Boletim de Ocorrência, a adolescente estava no evento acompanhada da mãe, do treinador e do suspeito. Por volta das 20h, o grupo deixou a lanchonete da Hípica e seguiu em direção a área das cocheiras, onde ficam as baias e os cavalos, e que naquele horário já tinha pouca circulação de pessoas.

A vítima contou que iria até outro estacionamento, perto das baias, para encontrar algumas pessoas. Nesse momento, o suspeito se ofereceu para acompanhar a jovem. Ao chegarem próximos ao destino, a vítima relatou que se despediu com um beijo no rosto, em gesto de cordialidade.

Foi então, segundo o depoimento prestado à Polícia Civil, que o comportamento do cavaleiro teria mudado. A adolescente afirmou que o investigado a segurou pela cintura, puxando-a para perto e impedindo que ela se afastasse. Em seguida, ele teria iniciado contato físico sem consentimento.

O relato descreve que o homem passou a beijá-la apesar da resistência. A jovem declarou que tentou se desvencilhar, empurrando o homem até conseguir interromper a ação e deixar o local.

No boletim, a adolescente relatou que ficou abalada emocionalmente, constrangida e se sentiu violada pela abordagem.

Embora não tenham sido constatadas lesões físicas aparentes, a Polícia Civil enquadrou o caso como importunação sexual. O documento também aponta que não houve testemunhas presenciais e que não foi solicitada perícia ao Instituto Médico Legal (IML), devido à ausência de marcas físicas.

A ocorrência foi formalizada posteriormente pelo pai da adolescente, após o relato da filha.

Defesa fala em “silêncio institucional”

Em nota divulgada nesta segunda-feira (18/05), Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, a defesa da vítima afirmou que o caso expõe “silêncio e falta de proteção de menores no esporte”.

O texto afirma que competições esportivas precisam garantir protocolos mais rígidos para proteção de adolescentes que circulam em áreas internas e operacionais dos eventos.

“Pais deixam seus filhos em competições acreditando estarem em ambiente seguro. Atletas menores circulam diariamente por cocheiras, áreas internas e espaços restritos de campeonatos nacionais confiando na estrutura das entidades esportivas, dos clubes e da organização dos eventos”, diz a nota.

A defesa sustenta que o caso não pode ser tratado como um episódio isolado e cobra medidas da Confederação Brasileira de Hipismo (CBH), da Federação Paulista de Hipismo (FPH), do Clube Hípico de Santo Amaro e dos organizadores de competições oficiais.

O comunicado também afirma que “o silêncio institucional nunca protege vítimas” e conclui:

“Nenhuma tradição esportiva é mais importante do que a segurança de uma criança.”

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirmou que o caso é investigado pela 6° Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). “A equipe realiza diligências visando o esclarecimento dos fatos. Detalhes serão preservados por envolver menor de idade e devido a natureza da ocorrência”, diz a nota.

O Clube Hípico de Santo Amaro também se manifestou em nota, dizendo que “agiu com diligência e responsabilidade, adotando imediatamente as medidas cabíveis e entrando em contato com a família da vítima.”

O clube afirma ainda que “determinou, de forma preventiva, a proibição de ingresso do investigado, que não possui vínculo com o quadro associativo do Clube, às dependências da instituição.” O clube também afirma que “foram colocadas à disposição das autoridades competentes as imagens do sistema de monitoramento.”

Por fim, a nota diz repudiar “veementemente toda e qualquer forma de violência, especialmente contra mulheres, crianças e adolescentes, e reafirma seu compromisso permanente com a promoção de um ambiente seguro, respeitoso, harmonioso e acolhedor para associados, visitantes e colaboradores” e que está “à disposição das autoridades para colaborar de forma transparente com as investigações.”

Já a defesa do acusado ainda não se pronunciou.

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