Trump diz ser possível entrar em acordo diplomático com Cuba

Governo americano descreve atual governo comunista de Cuba como corrupto e incompetente e está pressionando por uma mudança de regime

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Presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel. (Foto: Norlys Perez/Arquivo/Reuters)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (19/05) que acredita que um acordo diplomático pode ser alcançado com o governo cubano e que ele pode ajudar o país, independentemente de haver ou não uma “mudança de regime” no país.

“Acho que sim”, afirmou Trump aos repórteres na Casa Branca quando perguntado se acreditava que um acordo diplomático com Cuba poderia ser alcançado. “Cuba está nos ligando. Eles precisam de ajuda. Mas Cuba é uma nação fracassada. Cuba precisa de ajuda, e nós faremos isso.”

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O governo descreve o atual governo comunista de Cuba como corrupto e incompetente e está pressionando por uma mudança de regime.

Cuba e EUA entraram em estado de tensão nos últimos dias

 A agência Reuters informou na semana passada, citando fontes do Departamento de Justiça dos EUA, que os promotores planejavam indiciar o ex-líder cubano Raúl Castro pelo abate de dois aviões operados pelo grupo humanitário Brothers to the Rescue em 1996.

Esse indiciamento de Castro, de 94 anos, marcaria uma grande escalada na pressão sobre Cuba por parte do governo Trump, que descreve o governo da ilha como corrupto e incompetente enquanto pressiona por mudanças.

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“Banho de sangue”

No início da semana, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, disse que qualquer ação militar dos EUA contra Cuba levaria a um “banho de sangue” com consequências incalculáveis para a paz e a estabilidade da região. Ele também afirmou que “Cuba não representa uma ameaça”, em referência à reportagem publicada pelo site Axios no domingo.

O site citou informações confidenciais que dizia que Cuba havia adquirido mais de 300 drones militares e discutido planos para usá-los para atacar a base naval dos EUA na Baía de Guantánamo, navios militares dos EUA e Key West, na Flórida.

Por Reuters

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