O desembargador de 61 anos, Ricardo Couto, governa o estado do Rio de Janeiro interinamente há cerca de dois meses. O presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), chegou ao Palácio Guanabara por uma sequência de ausências.
Primeiro, com a renúncia do ex-governador Cláudio Castro, a saída do vice Thiago Pampolha para uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) e o afastamento do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
Sem titular, vice ou substituto legislativo disponíveis, o comando do Executivo estadual recaiu sobre o chefe do Judiciário fluminense.
A marca mais visível da gestão até agora é o enxugamento da máquina pública. Nos dois meses à frente do governo, Couto autorizou mais de 2 mil exonerações de cargos comissionados — postos de confiança que não exigem concurso público. Na prática, isso reduz o número de funcionários sem vínculo permanente com o estado. O governo fluminense tinha 2,7 funcionários comissionados antes das demissões.
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Trajetória no Judiciário
Couto construiu carreira inteiramente dentro do sistema de Justiça. Em 1989, foi aprovado em primeiro lugar no concurso da Defensoria Pública do Rio. Três anos depois, em 1992, repetiu o feito: primeiro lugar no concurso para a magistratura estadual.
Entre 2000 e 2002, atuou como juiz auxiliar da Corregedoria do TJ. Em 2008, tornou-se desembargador e passou a presidir a 4ª Câmara de Direito Público. Sua formação inclui graduação em Direito e pós-graduação pela Universidade de Coimbra, em Portugal.
Eleição interna e chegada à presidência
A presidência do TJ-RJ veio após disputa interna. Em novembro do ano anterior, Couto derrotou o desembargador Luiz Zveiter com 116 votos contra 39. Assumiu o cargo em fevereiro de 2025 — e, pouco depois, se viu à frente também do Executivo estadual.




