O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Silas Malafaia, foi chamado para estrelar uma cena do filme Dark Horse, produção ficcional sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. Segundo integrantes do projeto, o pastor evangélico estava escalado para reencenar a cerimônia que ele mesmo celebrou em 2013: o casamento entre Michelle e Jair.
Porém, o pastor recusou o convite de participar do filme Dark Horse. Malafaia explicou que não é artista e que aparecer no filme não seria bom para sua imagem. “Para fazer o filme tem que ser artista. Eu não sou artista, pô. Para a minha imagem, eu não acho isso uma boa”, afirmou ao Globo.
Com a saída de Malafaia, a produtora Go Up escalou outro pastor evangélico para a cena. A identidade do substituto não foi divulgada. A Go Up foi procurada para comentar, mas não respondeu até a publicação da reportagem.
O filme reconstrói a história de Bolsonaro com flashbacks. Um deles mostra o encontro entre Jair e Michelle em 2007, quando ele ainda era deputado federal e ela visitou seu gabinete na Câmara dos Deputados. A cena do casamento entra como desdobramento dessa história.
Michelle Bolsonaro confirmou que emprestou o vestido de casamento original para a produção. A peça foi usada pela atriz americana Camille Guaty, que interpreta a ex-primeira-dama no longa.
O filme tem outro ponto sensível fora das telas. O patrocínio veio de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Vorcaro está preso sob acusações de lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa. Diante da situação, Malafaia chegou a comentar sobre o projeto com uma frase curta: Eu me rendo.




