Nesta quarta-feira (03/06), o promotor Cassio Conserino, do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), apresentou denuncia contra o vice-presidente do Corinthians Armando Mendonça pelos crimes de apropriação indébita qualificada, tentativa de apropriação indébita agravada, furto mediante abuso de confiança e coação no curso do processo em consequência da investigação sobre suposto desvio de materiais esportivos da Nike. A informação foi publicada inicialmente pela ESPN e confirmada pela TMC.
Cassio Conserino sustenta a denúncia na auditoria interna realizada no clube junto da própria investigação do MP-SP. De acordo com o promotor, Armando Mendonça teria se apropriado de 131 itens de materiais esportivos entre 6 de junho e 28 de outubro de 2025: 100 camisas, nove blusas, nove calças, seis pares de tênis, quatro shorts, duas malas e uma mochila.
Ainda, o MP-SP alega que Armando Mendonça tentou retirar 19 camisas especiais da NFL e outras oito comemorativas, mas não o fez devido às investigações que o clube já fazia internamente. O promotor aponta que Armando teria se aproveitado do fato de ser vice-presidente para ter acesso aos almoxarifados do Parque São Jorge e do CT Joaquim Grava.
Em relação à coação, o MP-SP acusa Armando Mendonça de ter intimidado funcionários e colaboradores envolvidos na auditoria interna que apurou o caso.
Foram ouvidos na apuração do Ministério Público: Marcelo Munhoes (diretor de tecnologia responsável pela investigação interna), Reginaldo Prados do Nascimento (coautor da auditoria), Romeu Tuma Júnior (presidente licenciado do Conselho Deliberativo), Fábio Soares (ex-diretor administrativo) e Corinto Baldoíno Parreira e Costa (conselheiro do clube).
Além de Armando Mendonça, foram denunciados Francisco V. Godoy Silva e Leandro Jorge Ribeiro, responsáveis pelos almoxarifados do clube; Rafael Josimo da Silva Salomão, ex-gerente administrativo do Corinthians; e Rodrigo Fernandes Garrote, funcionário da Nike. Os dois últimos foram demitidos pelo Alvinegro e pela Nike devido ao caso.
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Na denúncia, Cassio Conserino pede indenização por danos materiais referente ao valor dos itens subtraídos e indenização por danos morais de R$ 100 mil ao Corinthians. A justificativa é que suas atitudes prejudicaram a imagem, a reputação e a credibilidade do clube.
Junto disso, o MP-SP pede que Armando Mendonça seja afastado do quadro associativo do Corinthians, sem poder frequentar as dependências do clube. Também não poderá ter contato com dirigentes alvinegros e comparecer de tempos em tempos à Justiça.
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Próximos passos
Feita a denúncia, agora a Justiça poderá aceitar ou rejeitar a denúncia. No primeiro cenário, o juiz vai levar o caso adiante e Armando Mendonça, assim como os demais denunciados, vão se tornar réus; no segundo, o caso será arquivado.
A Justiça ainda pode aceitar apenas parte das denúncias de Cassio Conserino.




