O vereador de Curitiba gravado recebendo R$ 5,6 mil em espécie de uma funcionária virou réu na Justiça por “rachadinha”. Em depoimento ao Ministério Público do Paraná (MPPR), Lórens Nogueira (PP) afirmou que os valores eram parte do pagamento de um empréstimo.
“Então eu fiz um aporte de um empréstimo pra ela e desde então eu tenho cobrado constantemente pra que ela venha me retornando esse valor […] eu acho dá em torno de 12 mil reais. ajuste essa faça e tem uma pergutna no meio”
Lórens também foi questionado sobre o dinheiro encontrado em endereços ligados a ele durante operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em 26 de maio. No gabinete do parlamentar foi encontrada uma mala com cerca de R$ 70 mil em dinheiro vivo e uma mochila com R$ 12 mil em envelopes.
No depoimento ao MP, o vereador afirmou que o dinheiro é fruto de economias.
“Diante de eu já estar há muito tempo trabalhando no meio público, como assessor, sempre muito bem remunerado, graças a Deus. Agradeço a Deus sempre porque, perante de muitos da nossa sociedade, eu mesmo com pouca idade, comecei cedo na política. Então esse valor eu já venho juntando já há um longo tempo”
Além da denúncia pelo crime de concussão, que é o nome formal para rachadinha – quando um funcionário público exige, para si ou outra pessoa, vantagem indevida, em razão da função, o MPPR pediu o afastamento de Lórens do cargo de vereador. A Justiça deu um prazo de 10 dias para que a defesa dele se manifeste. Depois disso, deverá decidir sobre o afastamento.
Procurada pela TMC, a defesa do parlamentar informou que ainda não foi notificada da decisão e que, assim que tomar conhecimento dela, vai se manifestar.
Lórens é também investigado pela Câmara Municipal de Curitiba desde o fim de maio. O processo por quebra de decoro parlamentar pode terminar com a cassação do mandato de vereador.
Confira o depoimento completo no Instagram da TMC Paraná:




