Pizza Hut é vendida por US$ 2,7 bi após anos de queda

LongRange Capital e Yum China Holdings dividem a rede entre si; conclusão das transações está prevista para o terceiro trimestre

Por Redação TMC | Atualizado em
(Foto: REUTERS/Luc Gnago/File Photo)

A Yum Brands, dona também do KFC e do Taco Bell, anunciou a venda da Pizza Hut por aproximadamente US$ 2,7 bilhões. O negócio foi dividido entre dois compradores e deve ser concluído no terceiro trimestre deste ano, segundo comunicado da companhia.

A operação fora da China ficará com a LongRange Capital, por cerca de US$ 1,5 bilhão. Já os negócios da rede no mercado chinês serão absorvidos pela Yum China Holdings, por aproximadamente US$ 1,2 bilhão.

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Décadas de história, anos de dificuldade

A Pizza Hut nasceu em 1958, na cidade de Wichita, no estado do Kansas. A PepsiCo adquiriu a rede em 1977. Duas décadas depois, em 1997, a PepsiCo separou sua divisão de restaurantes, e esse braço se tornou a Yum Brands.

Apesar da trajetória longa, a rede acumula dificuldades há anos. As vendas em lojas comparáveis, métrica que mede o desempenho de unidades já abertas, excluindo novas inaugurações, registraram queda. Lojas consideradas ultrapassadas e o aumento da concorrência pesaram nos resultados.

Em fevereiro, a Yum Brands informou que estudava vender a Pizza Hut e fechar 250 restaurantes nos Estados Unidos. A revisão estratégica havia começado em novembro, quando a empresa passou a avaliar alternativas para o futuro da marca.

O que dizem os envolvidos

O CEO da Yum Brands, Chris Turner, disse, em comunicado, que “Sob a administração da LongRange e da Yum China, a Pizza Hut estará bem posicionada para crescer no futuro, com proprietários que têm ampla experiência no setor de restaurantes”.

Neil Saunders, diretor-geral da consultoria GlobalData, foi mais direto. “A Pizza Hut há muito tempo é o elo mais fraco do portfólio da Yum”, afirmou, em comunicado. Saunders avaliou que “Apesar dos esforços para revitalizar a marca e fechar unidades com baixo desempenho, ficou cada vez mais claro que recolocar a divisão em trajetória de crescimento exigiria um nível de investimento e paciência que a Yum simplesmente não está disposta a assumir.”

Para o consumidor brasileiro, a transação pode parecer distante, mas sinaliza uma tendência global: redes tradicionais de fast-food enfrentam pressão crescente para se reinventar ou mudar de mãos.

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