Na coluna de hoje, quero destacar mais uma promissora iniciativa envolvendo inteligência artificial e o mercado da saúde, da medicina. E, claro, isso sempre chama atenção, porque pode ter impactos diretos na nossa longevidade e na nossa qualidade de vida.
O destaque da vez é a Midjourney, uma das primeiras empresas que surgiu nessa onda da IA generativa, ao lado da OpenAI e do ChatGPT, lá em 2022. Ficou muito conhecida pela criação de imagens e, agora, criou a Midjourney Medical, uma empresa destinada a atuar no mercado da saúde.
E qual é a primeira proposta deles? Ela soa muito ousada, mas também pode ser transformadora, se tudo der certo. Eles estão desenvolvendo um dispositivo baseado em ultrassom que será capaz de fazer um mapeamento tridimensional do corpo e, até mesmo, substituir a ressonância magnética.
Hoje, a ressonância é considerada o padrão-ouro dos exames de imagem, por fornecer os dados mais precisos para os médicos. O que a Midjourney está propondo é o uso do ultrassom de uma forma completamente diferente.
A pessoa entraria em uma espécie de tanque com uma lâmina de água rasa e ficaria submersa até a altura da região que será examinada. Sensores em formato de anéis emitiriam ondas de ultrassom capazes de criar uma representação tridimensional dos órgãos e de tudo o que está acontecendo dentro do corpo humano.
Seria algo realmente revolucionário, já que esse exame duraria cerca de 60 segundos e não envolveria o uso de contraste, radiação ou ímãs superpotentes, como acontece na ressonância magnética.
Segundo a empresa, os primeiros exames devem começar no fim de 2027. Depois disso, a tecnologia entrará no processo de aprovação regulatória. Mas os planos são bastante ambiciosos: fabricar 50 mil equipamentos até 2032 e realizar mais de 1 bilhão de exames por mês, tornando esse tipo de diagnóstico não apenas muito rápido, mas também cada vez mais acessível.
Segundo a empresa, a ideia é criar uma espécie de pequena clínica, quase como um spa, onde as pessoas poderiam fazer esse exame de forma rápida. Isso seria determinante para antecipar o diagnóstico de uma série de doenças graves e fornecer aos médicos dados que hoje simplesmente não estão disponíveis.
Ou seja, os profissionais poderiam atuar de uma forma completamente diferente, com muito mais informação para prevenção e tratamento.
Agora, claro, precisamos ver se tudo isso vai realmente sair do papel. Há quem diga que a ideia é ousada demais. Como acontece com tantas promessas envolvendo inteligência artificial, será preciso acompanhar os testes e os resultados para saber se estamos diante de uma verdadeira revolução na medicina.