Dois terremotos sacudiram a Venezuela na quarta-feira (24/6). O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estima que os sismos causaram a morte de milhares de pessoas. A tragédia ocorreu enquanto o ex-presidente Nicolás Maduro, 63 anos, cumpre detenção em Nova York.
Na madrugada da quinta-feira seguinte, (25/6), uma mensagem atribuída a Maduro circulou em suas redes sociais. Nela, o ex-presidente convocou a população venezuelana à solidariedade: “Hoje a palavra é uma só: máxima união, máxima solidariedade e máxima ação. Que ninguém fique sozinho, que cada comunidade cuide de suas crianças, de seus avós, de seus enfermos, e que todos nós acompanhemos o trabalho dos corpos de resgate, PNB, FANB, defesa civil, médicos, bombeiros, trabalhadores e voluntários”.
A publicação também trazia a frase: “grandes provações e desta também sairemos fortes, com fé, disciplina e solidariedade”.
Detenção nos EUA
Maduro e sua esposa, Cilia Flores, estão presos em Nova York desde janeiro. Segundo as informações disponíveis, ambos foram capturados pelo exército dos Estados Unidos em Caracas e transferidos para o país norte-americano. Os dois respondem por diversos crimes, cujos detalhes não foram especificados nas informações divulgadas.
Maduro está recolhido no Metropolitan Detention Center. As condições de detenção incluem cela solitária e ausência total de acesso a jornais ou à internet. A mensagem sobre os terremotos foi publicada mesmo sob essas restrições, sem que a origem exata da divulgação tenha sido esclarecida.




