O Brasil terminou o mês de maio com 72.960 vagas de trabalho geradas em maio deste ano. O número representa uma queda de 53% em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram geradas mais de 153 mil novas contratações. Também é o pior número desde o início da pandemia, em 2020 o Brasil perdeu quase 400 mil empregos. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e são referentes ao CAged, o Cadastro geral de Empregados e Desempregados.
Segundo o Caged, alguns setores, como serviços, se destacaram positivamente. No entanto, comércios, que geralmente tem bons índices foi impactado. O saldo por setor ficou da seguinte forma:
- Serviços: 45.655 novas vagas
- Comunicação: 12.150 novas vagas
- Construção Civil: 12.096 novas vagas
- Agricultura: 10.205 novas vagas
- Comércio: 40 novas vagas
Por região, o Sudeste dominou o mercado de trabalho. Veja:
- São Paulo: 18.224 novas vagas
- Espírito Santo: 9.532 novas vagas
- Rio de Janeiro: 9.195 novas vagas
- Minas Gerais: 8.922 novas vagas
Quatro estados ficaram no vermelho, ou seja, demitiram mais do que contrataram. Veja:
- Rio Grande do Sul: -5.657 vagas
- Goiás: -2.742 vagas
- Tocantins: -743 vagas
- Santa Catarina: -665 vagas
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, apenas comemorou o saldo positivo. No entanto, quando se trata de dados sobre empregabilidade é necessário interpretar o contexto. Nesse sentido, Marinho desprezou mas desprezou a queda na geração de emprego e não comentou o índice, considerado o pior da década para o mês de maio. O ministro apenas falou sobre programas sociais que têm ajudado famílias brasileiras no mercado de trabalho.
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