Monica Benício critica projeto da direita no Senado e aponta STF como alvo: “Não é para defender a democracia”

A vereadora é pré-candidata a senadora e afirma que vai tratar a segurança pública com investimentos e responsabilidade.

Por
Reprodução/TMC

A vereadora Monica Benício (PSOL), viúva de Marielle Franco, anuncia a sua pré-candidatura ao Senado Federal. Em entrevista à TMC Rio, a parlamentar comenta sobre seus projetos para uma nova casa legislativa, fala sobre formas de pensar a segurança pública em um partido de esquerda e alfineta a direita conservadora: “O grande incômodo do avanço do bolsonarismo e da extrema direita são os ministros do STF”. 

Em seu segundo mandato, a vereadora vê o Senado como uma peça chave do ano eleitoral e cita movimentos da direita para ocupar a casa, como a mudança de domicílio eleitoral de Carlos Bolsonaro. O filho do ex-presidente ocupou a vereança do Rio por 25 anos, durante sete mandatos consecutivos, e renunciou ao cargo em 2025 para disputar as eleições do Senado Federal pelo estado de Santa Catarina.

“Isso mostra como a extrema direita está olhando para o Senado com muita atenção. E não é para defender a democracia, dado o histórico deles, o que eles pensam sobre ou como eles operam a política. Então, a preocupação nesse momento é que a gente precisa ter o Senado fortalecido e, sobretudo, que ele tenha representatividade”, explica. 

Ela também afirma que o Senado não pode ser visto como uma “peça de desmonte do STF”, já que: “Ele tem um poder muito decisivo no aspecto da economia, muito decisivo no aspecto da política, que vai ser transformadora em diálogo com o Congresso, em diálogo com o presidente. Tem o veto, inclusive, de cargos que são profundamente importantes para o nosso Estado Democrático de Direito”.

Monica não deixou de comentar sobre a segurança pública. Do ponto de vista de um partido de esquerda, ela acredita que o principal problema está em relacionar a pauta à militarização da sociedade, e aproveitou para criticar a direita conservadora: “Quando a gente fala de segurança pública, tem uma estratégia da extrema direita que é muito simplória, que diz que bandido bom é bandido morto, agora, os bandidos de colarinho branco estão sendo considerados como bandidos? (…) E a gente vê isso se refletindo, inclusive, na política que hoje temos no Rio de Janeiro, um governador interino, porque o presidente da ALERJ está preso, em um esquema de ser considerado o chefe do Comando Vermelho dentro da política. Então essa relação, os verdadeiros operadores do crime organizado, eles não estão de fuzil na mão dentro das favelas, eles estão de colarinho branco dentro dos espaços da política institucional.”

Ao falar sobre a onda conservadora que cresce no Rio de Janeiro, ela cita a escala 6×1, já que além de uma das pautas de direito trabalhista mais importantes das últimas décadas, também cresce com apelo popular: “A gente não pode separar o que é chamado dessa pauta identitária do que é chamado da pauta econômica. E aí eu trago o fim da escala 6×1 justamente porque isso se imbrica, isso é a ordem da urgência da vida transformada em uma pauta concreta política.”

A vereadora finaliza citando Marielle Franco, a parlamentar vivia um relacionamento com Monica Benicio quando foi morta em 2018: “Entendendo hoje a minha responsabilidade e também a minha disposição de que papel eu posso cumprir nesse espaço. Marielle, em 2018, inclusive, era um dos nomes colocados pelo PSOL para ser candidata ao Senado. Então, acho que dar continuidade a esta luta também na importância da preservação da memória, a continuidade do legado é também seguir nessas defesas de lutas e fazer ampliação desse debate.”

Ao vivo
São Paulo
Ouça a TMC pelo Brasil
  • 100,1FM São Paulo
  • 101,3FM Rio de Janeiro
  • 100,3FM Curitiba
  • 88,7FM Belo Horizonte
  • 92,7FM Recife
  • 100,1FM Brasília
Notícias que importam para você
Copyright © 2026 CNPJ: 44.060.192/0001-05