A China se tornou objeto de admiração no Ocidente. O crescimento econômico, o avanço tecnológico e a capacidade de tirar milhões da pobreza alimentam a ideia de que o país encontrou uma fórmula superior de governar.
Mas há uma questão que costuma ficar de lado: a China não é uma democracia.
Talvez a grande dúvida seja esta: se tivéssemos de escolher entre liberdade política e uma vida mais organizada e próspera, quantos abririam mão da primeira?
A necessidade de segurança e de bem-estar é poderosa, e o autoritarismo frequentemente se vende como um caminho mais eficiente.
Eu continuo acreditando que a democracia tem valor em si. Ela é imperfeita, lenta e cheia de contradições, mas existe para limitar o poder e impedir que ele se concentre nas mãos de poucos.
Admirar os avanços da China é legítimo. O que me parece perigoso é esquecer que eficiência econômica e liberdade política não são a mesma coisa.
Quando transformamos o autoritarismo em modelo, corremos o risco de descobrir tarde demais o preço da liberdade.
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