A Axia Energia, empresa vinculada à Eletrobras, conquistou três dos quatro lotes ofertados no certame de transmissão de energia elétrica promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira (03/07), em sua segunda rodada. O lote remanescente foi arrematado pelo Consórcio Olympus XX, parceria entre Alupar e Perfin. De acordo com a Aneel, o total de investimentos contratados somou R$ 1,8 bilhão.
Os deságios, desconto oferecido pelos vencedores sobre a receita anual garantida pelo contrato, chegaram a 59% no Lote 8, o maior percentual da etapa. O Lote 9 teve deságio de 57,2%, o Lote 7 de 52% e o Lote 10 de 51,8%, conforme dados divulgados pela Aneel.
Deságios elevados indicam que as empresas aceitaram receber menos do que o teto previsto pelo governo, o que tende a reduzir o custo repassado ao consumidor na conta de luz.
Todos os lotes foram definidos sem acionar a modalidade de viva-voz, etapa em que os concorrentes empatados realizam lances verbais para desempate. A quantidade de participantes nesta rodada ficou abaixo da registrada na primeira etapa.
Origem dos lotes
Os quatro projetos colocados a leilão estavam originalmente sob concessão da MEZ Energia. Um acordo entre a MEZ Energia e o Ministério de Minas e Energia (MME), mediado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), resultou em distrato contratual, ou seja, o encerramento formal dos contratos anteriores. Isso abriu caminho para que os projetos voltassem ao mercado por meio do leilão.
Os projetos contemplam obras em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.
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O que será construído
Com os contratos assinados, as vencedoras deverão construir 61 quilômetros de novas linhas de transmissão. Também está prevista a instalação de 2.400 MVA (megavolt-ampères, unidade que mede a capacidade de transformação de energia) em subestações. Esses números se referem ao conjunto dos quatro lotes da segunda etapa, conforme a Aneel.
A transmissão de energia é a etapa que leva a eletricidade das usinas geradoras até as distribuidoras locais, que por sua vez entregam a energia às residências e empresas. Investimentos nessa infraestrutura ampliam a capacidade do sistema e reduzem o risco de apagões em regiões com demanda crescente.




