Um vídeo obtido pela reportagem da TMC mostra uma criança caída após um salto de rope jump realizado pela equipe Entre Cordas cerca de três meses antes da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. As imagens foram gravadas no dia 11 de abril, na Ponte do Esqueleto, entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo.
O registro foi feito por Gusttavo Losi, que integrava a equipe na época. No vídeo, é possível ver a criança caída ao fundo enquanto outra atividade é realizada no local.
Em entrevista à TMC, Gusttavo contou que o acidente aconteceu após o encerramento das atividades com clientes, quando a equipe se preparava para gravar conteúdo para redes sociais. Segundo ele, Enzo, filho de um ex-integrante do grupo, já havia realizado outros saltos ao longo do dia e participava de uma atividade de gravação no momento do ocorrido.
“A gente fez a contagem regressiva e pulou. Eu estava gravando meu próprio vídeo ainda balançando na corda quando ouvi os gritos. Virei a câmera e vi o Enzo caído no chão. Na hora comecei a me tremer inteiro”, relatou.
Segundo Gusttavo, a criança sofreu apenas escoriações leves e foi rapidamente socorrida pelos integrantes da equipe. “Quando cheguei até ele, o pessoal já estava lá. Ele estava bem, só tinha se ralado. Levantou, limpou a roupa e subimos de volta”, disse.
O ex-integrante afirmou ainda que o acidente ocorreu devido a uma falha no procedimento de segurança do salto. “Não tinham feito o bloqueio na ponte. A corda cedeu até ele chegar ao chão. Se fosse uma pessoa mais pesada, poderia ter sido bem pior”, afirmou.
Caso Maria Eduarda
O episódio passou a ser relacionado à investigação da Polícia Civil após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ocorrida no dia 13 de junho durante um salto de rope jump promovido pela equipe Entre Cordas.
Segundo a investigação, a jovem foi lançada sem que as cordas de segurança estivessem conectadas ao equipamento utilizado no salto.
À TMC, Gusttavo Losi comentou o contexto do dia do acidente com Maria Eduarda e disse que decidiu se manifestar após o caso ganhar repercussão. “O tempo todo o pessoal falava pra sumir das redes sociais, apagar tudo, fingir que nunca existiu na internet”, disse.
Ele afirmou que, por não se afastar das redes sociais, acabou sendo alvo de ataques.
“Eu já tinha 38 mil seguidores e todo o hate veio pra mim. Fui o único que ficou com a rede social aberta, então caiu tudo nas minhas costas”, relatou.
Gusttavo disse que decidiu falar para esclarecer sua função dentro da equipe.
“Eu não tinha função de conexão de corda nem de checagem de segurança, eu ficava na recepção e fazia a primeira equipagem”, afirmou.
Ele negou ter atuado como responsável técnico pelos saltos de outras pessoas.
“Eu nunca fui instrutor pra orientar salto dos outros”, disse.
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Na última quarta-feira (02/07), a Polícia Civil indiciou Evelyne dos Santos Gonçalves, organizadora do evento, por homicídio qualificado e fraude processual. Outros três integrantes da equipe, Maicon Fernandes Cintra, Luis Felipe Feliciano Egoroff e Vitor de Freitas Gonçalves, também foram indiciados por homicídio com dolo eventual e seguem presos preventivamente.
Já João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins não foram indiciados e tiveram as prisões revogadas.




