Bruno Rizzi
Bruno Rizzi Mais sobre o autor

Bruno Rizzi é sócio da consultoria Fatto Inteligência Política e analista político com mais de 10 anos de experiência. Com passagens pela gestão pública e pelo mercado financeiro, é especialista em conectar o setor privado às dinâmicas da política. Possui MBA pela FGV e é pós-graduando em História, Política e Sociedade pela Escola de Politica e Sociologia de São Paulo.

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MP do Frete avança no Senado enquanto greve perde força

Alcolumbre deve pautar a medida provisória, enquanto safra e resistência das transportadoras limitam adesão à paralisação

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Alcolumbre fala de sua cadeira na presidência do Senado durante sessão
(Foto: Waldemir Barreto/Arquivo/Agência Senado)

Segundo fontes do Palácio do Planalto, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, comprometeu-se a pautar nesta terça-feira a Medida Provisória que trata do piso mínimo do frete. A expectativa do governo é acelerar a tramitação da proposta, que precisa ser votada até quarta-feira para não perder a validade.

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Apesar do avanço da pauta no Congresso, a pressão do setor empresarial aumentou nos últimos dias. Empresas de transporte seguem contrárias ao texto atual por avaliarem que a medida eleva os custos das operações, o que mantém as negociações em andamento nos bastidores.

Ao mesmo tempo, a greve convocada por caminhoneiros autônomos ainda apresenta alcance limitado. A movimentação tem encontrado dificuldades para ganhar força em razão do período de escoamento da safra de inverno, que inclui produtos como café, cana-de-açúcar, algodão e a segunda safra de milho, além da resistência das transportadoras em aderir à paralisação.

Esses fatores reduzem, por enquanto, o potencial de impacto da mobilização sobre a logística e o abastecimento, embora o movimento continue sendo monitorado diante da possibilidade de mudanças no cenário.

A avaliação predominante no governo é que a medida provisória deve ser votada até quarta-feira e aprovada sem alterações no texto. Nos bastidores, também ganha força a possibilidade de um acordo político para manter a redação atual, com o compromisso de veto posterior a trechos específicos considerados mais sensíveis.

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