Janja descarta candidatura e diz que PT precisa formar sucessor de Lula

Primeira-dama afirmou que não pretende disputar eleições, defendeu a renovação de lideranças no PT e rebateu críticas sobre sua atuação no governo

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Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, afirmou nesta segunda-feira (13/07) que não pretende disputar cargos eletivos e defendeu que o PT comece a preparar uma nova liderança para suceder o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no futuro.

Em entrevista aos jornalistas Daniela Lima e Fernando Canzian, no programa Frente a Frente, do UOL e da Folha de S.Paulo, Janja foi categórica ao negar qualquer intenção de entrar na política eleitoral.

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“Não sou candidata a nada, não pretendo ser”, disparou a primeira-dama.

Segundo Janja, o partido precisa construir novos nomes para o futuro, embora tenha ressaltado que Lula continua sendo a principal liderança da legenda.

PT precisa pensar na sucessão

Durante a conversa, Janja reconheceu que o PT deve trabalhar na formação de um sucessor para Lula, descartando que esse papel possa ser desempenhado por ela.

A declaração ocorre em meio às discussões sobre a sucessão presidencial e o futuro da principal liderança petista, reforçando que ela não pretende disputar eleições nem ocupar espaço como candidata do partido.

Críticas por viagens e gastos

Janja também respondeu às críticas envolvendo suas viagens internacionais e os gastos relacionados à sua atuação como primeira-dama.

Segundo ela, parte dos ataques tem motivação misógina e ocorre pelo fato de exercer um papel mais ativo do que o de outras primeiras-damas.

“Existe muita misoginia”, afirmou, acrescentando que é “a única primeira-dama do Brasil que trabalha efetivamente”. Ela defendeu sua participação em agendas oficiais e disse que desempenha funções ligadas à representação institucional e a pautas sociais.

“É mais fácil me atingir para atingir o presidente”

Ao comentar os ataques que recebe, Janja afirmou acreditar que ela se tornou um alvo por causa da proximidade com Lula.

Segundo a primeira-dama, “é mais fácil me atingir para atingir o presidente”, avaliando que muitas críticas têm como objetivo desgastar politicamente o chefe do Executivo por meio de sua imagem.

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