Veja os pontos positivos e negativos para as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro na nova pesquisa PoderData/AYA

Levantamento revela atual presidente na liderança pelo Palácio do Planalto e Flávio com mais margem de crescimento nas intenções de voto

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Lula e Flávio Bolsonaro
(Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil e Daniel Cole/Reuters)

A nova rodada da pesquisa PoderData/AYA, divulgada nesta quinta-feira (16/07), mostra um cenário favorável para o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que aparece na liderança da corrida presidencial no primeiro turno e tem mais votos consolidados.

Para Flávio Bolsonaro, o cenário é competitivo, mas com mais margem para expansão em comparação com Lula.

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A seguir, entenda os principais pontos positivos e negativos para cada campanha, segundo dados da PoderData/AYA:

Campanha de Lula

Pontos Positivos

  • Liderança nos dois cenários: Lula desponta na frente no primeiro turno, registrando 40% das intenções de voto. Em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, sustenta a dianteira com 45%.
  • Fidelidade e voto convicto: O petista detém o maior núcleo duro do eleitorado, com 36% dos entrevistados declarando que ele é a única opção de voto.
  • Bases históricas consolidadas: A avaliação do presidente Lula tem maiores índices de aprovação do governo entre eleitores do nordeste (48%), o que indica que a região segue como um dos pilares de sustentação de sua candidatura.
  • A influência de Trump: O potencial apoio de Donald Trump a algum candidato é visto como negativo por 42% dos brasileiros, segundo a pesquisa, o que pode pender negativamente para Flávio, que já declarou apoio ao presidente norte-americano em diversas ocasiões, e positivamente para Lula.

Pontos Negativos

  • Avaliação da gestão negativa: O principal calcanhar de Aquiles de Lula é a sua própria gestão, que conta com 51% de desaprovação, além de 47% dos eleitores avaliando o governo como “ruim ou péssimo”.
  • Rejeição teto: Lula empata tecnicamente com seu oponente no quesito rejeição: 48% dos brasileiros afirmam que não votariam nele de jeito nenhum.
  • Dificuldade na bolha evangélica: O petista tem seu pior desempenho com o eleitorado evangélico, somando apenas 24% das intenções de voto no primeiro turno.
  • Resistência regionalizada: No Sul do país, a desaprovação de seu governo alcança a marca de 58%.

Campanha de Flávio Bolsonaro

Do outro lado, o senador Flávio Bolsonaro posiciona-se como o herdeiro natural do espólio político de seu pai, mostrando-se competitivo e com margem para expansão.

Pontos Positivos

  • Apoio de eleitores evangélicos: Este segmento é a espinha dorsal de sua candidatura, garantindo-lhe 46% das intenções de voto já no primeiro turno.
  • Aparato demográfico favorável: O parlamentar lidera numericamente entre os homens (40% contra 39% de Lula) e exibe um desempenho uniforme e robusto (38%) nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sul.
  • Maior margem de conversão: Apesar do alto índice de rejeição (48%, igual ao de Lula), Flávio dispõe de um teto de crescimento superior ao do adversário: 15% dos entrevistados afirmam que “poderiam votar” nele, em comparação aos 11% de Lula.
  • O trunfo Trump entre os aliados: Diferente do cenário geral, o endosso de Donald Trump é um poderoso combustível para a base de Flávio, sendo visto positivamente por 42% dos evangélicos.

Pontos Negativos

  • Rejeição acentuada: Assim como Lula, Flávio carrega um forte desgaste de largada, com 48% de rejeição consolidada (eleitores que não votariam nele “de jeito nenhum”).
  • Dificuldade de interlocução com mulheres: O eleitorado feminino permanece distante, garantindo ao senador apenas 30% das intenções de voto no primeiro turno, contra os 40% de Lula.
  • O obstáculo nordestino: A barreira geográfica no Nordeste é nítida, com Flávio retendo apenas 33% da preferência regional contra os 46% do atual presidente no primeiro turno.
  • Fidelidade menor: O voto decidido por Flávio (30%) é inferior ao de Lula (36%), sinalizando que sua base de apoio, embora expressiva, é ligeiramente menos cristalizada que a do rival.

Leia mais: “Candidato que conseguir superar a rejeição será o vencedor”, avalia diretor do PoderData

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