A convenção do PSDB-Cidadania realizada em Fortaleza homologou a candidatura de Ciro Gomes ao governo do Ceará no pleito de 4 de outubro, sob a Coligação Unir para Mudar.
Esta será a segunda disputa de Ciro pelo governo estadual. Eleito em 1990, tomou posse em 1991 e exerceu o mandato até 1994, ano em que o então presidente Itamar Franco o convidou para comandar o Ministério da Fazenda.
O nome do candidato a vice ainda não foi oficializado. A expectativa é que Roberto Cláudio, ex-prefeito de Fortaleza e vice-presidente da federação União/Progressista no estado, seja confirmado na convenção da federação marcada para o próximo domingo (26/07). A confirmação, porém, ainda depende da realização do evento.
O ato público de lançamento das candidaturas está agendado para 1º de agosto no Marina Park Hotel, em Fortaleza.
Na mesma ocasião, o PSDB-Cidadania homologou 45 candidaturas para a Assembleia Legislativa do Ceará e 23 candidaturas à Câmara dos Deputados.
As convenções partidárias têm até 5 de agosto para ser concluídas. O registro dos nomes junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve ocorrer até 15 de agosto, e a campanha eleitoral tem início oficial em 16 de agosto.
Trajetória e contexto político
Ciro tem uma longa trajetória no estado. Foi eleito prefeito de Fortaleza em 1988 e tomou posse em 1989. Antes de concorrer ao governo, integrava o grupo político do ex-senador Tasso Jereissati (PSDB).
Indicado pelo então presidente Lula ao Ministério da Integração Nacional em 2003, Ciro permaneceu no cargo por três anos. Ao longo de sua trajetória, concorreu à Presidência da República em quatro oportunidades, a mais recente delas em 2022.
A corrida ao governo do Ceará ocorre depois da ruptura pública com o projeto político liderado pelo irmão Cid, que se tornou evidente em 2022 — mesmo ano em que se encerrou a aliança de 16 anos entre PT e PDT no estado. Ciro era tido como o arquiteto intelectual dessa união partidária, enquanto Cid respondia pela execução.
Atualmente, Ciro conta com o suporte de lideranças de direita e adversários do PT, incluindo André Fernandes, do PL, deputado federal.
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