Deolane Bezerra completou dois meses de prisão preventiva nesta terça-feira (21/07) com uma manifestação de fãs na Avenida Paulista, em São Paulo. O ato foi convocado pela mãe da influenciadora, Solange Bezerra, e por outros familiares.
Nas redes sociais, Solange informou que não conseguiu estar presente, apesar de ter chamado os fãs para o ato, mas agradeceu a mobilização. “Obrigada a todos. Não consegui ir, mas sintam-se abraçados”, escreveu.
Manifestantes entoaram o grito “STJ, solta a Deolane” pelas ruas do principal corredor da capital paulista. Daiane Bezerra também explicou o motivo de não estar presente no ato. “Eu peço desculpa em meu nome e em nome da minha família, porque a gente não pôde ir. Sabíamos que ia ter pessoas infiltradas. Já tínhamos recebido alguns vídeos de certas pessoas que nos odeiam que iriam ir”, afirmou.
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Dois meses de prisão
Deolane está presa desde 21/05, data em que foi alvo da Operação Vérnix. As investigações indicam que ela teria vínculos com o PCC e participação em esquemas de lavagem de dinheiro. A influenciadora e advogada rejeita todas as acusações.
Ela cumpre a prisão na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista e divide a cela com outra detenta, segundo documento do Ministério Público de São Paulo. O mesmo documento registra que Deolane desenvolveu síndrome do pânico durante o período de detenção.
Os advogados de Deolane protocolaram no Superior Tribunal de Justiça (STJ) duas solicitações: a primeira pede sua transferência para uma Sala de Estado-Maior, e a segunda requer que a prisão preventiva seja convertida em regime domiciliar. O Ministério Público de São Paulo já se posicionou contrariamente a ambos os requerimentos.
A defesa apresentou ainda um laudo que aponta a delegada Maria Corsato, responsável pelo caso, como autora de uma suposta perseguição midiática contra a cliente. O STJ ainda não se pronunciou sobre os pedidos.




