STF atende PGR e libera inquérito da PF sobre financiamento do filme ‘Dark Horse’, filme de Bolsonaro

PF desconfia que parte dos recursos pode ter bancado despesas de Eduardo Bolsonaro nos EUA, onde vive desde fev/2025

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Jim Cazaviel como Jair Bolsonaro
(Foto: Divulgação/Dark Horse)

O procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, recomendou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um inquérito para apurar os repasses financeiros ao filme ‘Dark Horse’, produção cinematográfica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em parecer enviado à Corte, Gonet afirmou haver elementos suficientes para a investigação. A decisão final caberá ao ministro André Mendonça, definido como relator do caso pelo presidente do STF, Edson Fachin, no fim de junho.

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O escândalo ganhou repercussão depois que o ‘The Intercept Brasil’ publicou uma gravação na qual o senador Flávio Bolsonaro (PL) solicita ao empresário Daniel Vorcaro — antigo proprietário do Banco Master — verba para financiar o filme. A partir dessa revelação, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) recorreu ao STF pedindo que os repasses fossem investigados.

Leia mais: Prefeitura de São Paulo pagou R$ 114 milhões a ONG da mesma produtora do filme “Dark Horse”

Suspeita sobre Eduardo Bolsonaro

A Polícia Federal (PF) trabalha com a suspeita — ainda sem confirmação — de que parte do dinheiro pode ter custeado a estadia do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, país onde reside desde fevereiro de 2025. A linha investigativa aponta que a Entre Investimentos e Participações teria repassado valores a um fundo sediado no Texas e gerido por pessoas próximas a Eduardo.

Em junho, Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, concedeu entrevista à ‘GloboNews’ na qual defendeu a abertura de investigação sobre o caso. “Há necessidade de instaurar um inquérito para apurar todas essas circunstâncias que permeiam esses episódios”, afirmou.

Flávio nega destinação dos recursos

Flávio Bolsonaro negou que os valores tenham sido direcionados ao irmão. Em nota, o senador afirmou ser “falsa a insinuação de que recursos tenham sido destinados a Eduardo Bolsonaro”. Ele também declarou: “Os aportes foram direcionados a um fundo específico da produção, com estrutura jurídica própria e fiscalização nos Estados Unidos.”

Eduardo Bolsonaro é réu no STF por acusação de crime de coação, em processo relatado pelo ministro Alexandre de Moraes.

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