Lula assina decreto de R$ 11 bilhões para asfixiar facções criminosas

Decreto institui Ficco Nacional e amplia rastreamento financeiro de organizações criminosas com foco em presídios

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(Foto: Divulgação/Agência Brasil/ND)

O presidente Lula assinou nesta quinta-feira um decreto que destina R$ 11 bilhões ao combate de organizações criminosas no Brasil. A estratégia central é cortar o fluxo de dinheiro das facções e impedir a comunicação de líderes presos com o crime nas ruas.

Segundo o G1, o montante combina R$ 1 bilhão do Orçamento federal de 2026 com um empréstimo de R$ 10 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O presidente afirmou em publicação nas redes sociais que o objetivo é “destruir o potencial financeiro do crime organizado e das facções”.

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O decreto institui a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) Nacional, que coordenará ações entre Polícia Federal, Ministério da Justiça, Ministério da Defesa e Ministério da Fazenda. A medida também amplia o Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos (Cifra), responsável por rastrear movimentações suspeitas.

Quatro portarias regulamentam a execução do plano. A implementação, porém, depende da adesão dos governos estaduais, que precisam aderir voluntariamente às diretrizes federais.

Presídios sob novo padrão de segurança

O governo federal estabelecerá um padrão mínimo de segurança para penitenciárias estaduais. A medida inclui instalação de bloqueadores de sinal de celular e equipamentos de raio-x para impedir a entrada de aparelhos e armas.

Será criada uma estrutura nacional de inteligência para monitorar atividades criminosas dentro das cadeias. O objetivo é interromper o comando de facções a partir dos presídios, prática comum no país.

O plano prevê ainda a padronização dos registros de homicídios em todo o território nacional. Atualmente, apenas 36% dos assassinatos são esclarecidos no Brasil, segundo dados do Instituto Sou da Paz. A taxa média mundial é de 63%.

O Instituto Médico Legal (IML) receberá equipamentos de análise de DNA para acelerar perícias. Bases de dados criminais serão compartilhadas entre estados, facilitando investigações interestaduais.

Tráfico de armas no radar

A Rede Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Armas, Munições, Acessórios e Explosivos (Renarme), criada em março, será fortalecida com recursos do plano. A rede atua no rastreamento de armamento ilegal que abastece facções.

Segundo a Polícia Federal, 500 pessoas foram levadas para os Estados Unidos em operações recentes contra migração ilegal — dado que ilustra a dimensão das redes criminosas transnacionais que o governo pretende desarticular.

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