A Justiça do Rio suspendeu, temporariamente, a análise do celular encontrado na cela de Jairinho, condenado pela morte de Henry Borel. A medida acontece após a defesa entrar com um habeas corpus contra a análise do aparelho.
De acordo com a decisão, a defesa de Jairinho alega que o aparelho não deve ser incluído no processo, já que foi encontrado após a decisão da sentença e que a decisão da análise deve acontecer pela Vara de Execução Penal, que a perícia realizada pelo Ministério Público, pode comprometer a integridade da prova. Além de justificar que a juíza não teria competência para decidir sobre o celular.
De acordo com a juíza Elizabeth Louro, do 2° Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, a análise do aparelho pelo Ministério Público será fundamental para determinar se Jairinho usou o aparelho para interferir no processo, à quanto tempo ele estava com o aparelho e se fez contato com outras pessoas envolvidas no julgamento.
Segundo a magistrada, como Jairinho foi preso por determinação daquele juízo e como o processo ainda não foi finalizado, ela tem total competência para decidir sobre o aparelho e que caso seja necessário, o aparelho pode passar por nova perícia, depois da análise do Ministério Público.
No entanto, a juíza entendeu que a análise é válida e que poderá ocorrer futuramente, dependendo da decisão do habeas corpus, que ainda não foi julgado.




