O chairman e sócio sênior do BTG Pactual, André Esteves, afirmou que houve falhas nos mecanismos de controle envolvendo o caso do Banco Master e disse estar preocupado com o avanço do que chamou de “Brasil não institucional”.
Durante participação em evento sobre economia e política, o banqueiro afirmou que o rombo bilionário ligado à instituição financeira evidencia problemas graves de fiscalização e supervisão.
“Tem um banco inexpressivo que gerou R$ 50 bilhões de prejuízo no FGC, R$ 12 bilhões de prejuízo em banco público regional e R$ 4 bilhões em institutos de previdência. Está respondido”, declarou ao ser questionado se os mecanismos de controle falharam.
André Esteves afirmou que o episódio levanta um alerta sobre o funcionamento das instituições e criticou o crescimento da informalidade e da criminalidade em setores da economia brasileira.
“O que mais me preocupa é uma guerra entre o Brasil institucional e o Brasil não institucional”, afirmou.
Segundo o executivo, o país não pode normalizar situações envolvendo milícias, tráfico de drogas e fraudes financeiras. Durante a fala, ele citou investigações envolvendo parlamentares da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e disse que o cenário representa um risco para o funcionamento das instituições democráticas.
“Nós não podemos nos conformar com isso, nós não podemos nos acostumar com isso”, disse.
Apesar das críticas, André Esteves afirmou que não vê a economia brasileira como motivo de preocupação e defendeu que o país possui condições políticas para aprovar reformas estruturais.
O banqueiro também afirmou que o BTG Pactual não cometeu erros em relação ao caso Banco Master e disse que a instituição buscou agir assim que identificou sinais de problemas.
“Óbvio que não tem erro nenhum do BTG. Pelo contrário, quando a gente achou que as coisas estavam saindo do controle, procuramos nos posicionar como tal”, declarou.
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