Monique Medeiros recebeu o perdão da Justiça pelo crime de homicídio culposo do próprio filho durante a madrugada e já foi solta na tarde desta quinta-feira. A professora foi condenada apenas por omissão pela tortura de Henry Borel, com detenção prevista de 1 ano e 4 meses, mas a juíza Elizabeth Machado Louro, presidente do júri do caso, entendeu que Monique já tinha cumprido a pena pelo tempo presa durante os cinco anos do processo. Ela estava detida na Penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.
Na decisão, Elizabeth Louro destacou que Monique sofreu julgamento social por preconceito de gênero.
“Antes de mais nada, está consignado que fosse o pai e não a mãe, na mesma situação, nem sequer teria sido ele processado. Como é a regra dos processos de igual natureza. É que o papel culturalmente reservado à mulher nos moldes patriarcais, não só dela exige ser mãe, mas muito além, a mãe perfeita. Mãe suficiente não basta”, apontou.
O julgamento da juíza concordou com a tese da defesa de Monique, que alegava um relacionamento abusivo vivido por ela com o ex-vereador Jairinho.




