Nesta sexta-feira (29/05), o Conselho Federal de Medicina (CFM) proibiu o uso de polimetilmetacrilato (PMMA) no Brasil como substância preenchedora para casos estéticos ou reparadores.
“A única exceção é para o tratamento da lipodistrofia em pacientes com HIV/Aids e desde que realizado em unidades de alta complexidade credenciadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e em conformidade com os protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas do Ministério da Saúde”, escreveu a CFM em nota oficial. A medida passará a ser válida a partir da próxima terça-feira, dia 2 de junho.
A discussão sobre o uso de PMMA em procedimentos estéticos tomou o noticiário após a morte de Roseli Fernandes de Oliveira Romero Vieira, maquiadora e influenciadora que recebeu injeção de 300 ml da substância nos glúteos e nas coxas. O caso está sendo investigado pela polícia de São Paulo.
Residente do Mato Grosso do Sul, a influenciadora viajou até São Paulo e pagou R$ 41 mil para fazer o procedimento. Na manhã seguinte à aplicação, Roseli começou a passar mal e não resistiu.
O que é PMMA?
O polimetilmetacrilato é um componente plástico com usos variados na área da saúde. Ele aparece em lentes de contato, em implantes de esôfago e no chamado cimento ortopédico, usado em cirurgias ósseas.
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Na estética, o PMMA é aplicado em forma de gel como preenchimento cutâneo. Nos últimos anos, relatos de complicações ligadas ao seu uso em procedimentos estéticos tornaram-se mais frequentes no Brasil.




