Governo federal expulsa funcionário dos EUA após Trump ordenar saída de delegado da PF do ICE

Michel Myers teve credenciais cassadas pelo Itamaraty e deixou país na quarta-feira (22/04) em resposta a medida norte-americana

Por Redação TMC | Atualizado em
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Ministério das Relações Exteriores cassou as credenciais de Michel Myers, funcionário do governo dos Estados Unidos que atuava no Brasil. Ele deixou o país na quarta-feira (23/04). A decisão foi uma resposta do governo brasileiro a determinações norte-americanas contra um delegado da Polícia Federal. Myers trabalhava em atividades de troca de informações com a PF desde 2024, conforme acordo de cooperação bilateral.

A medida brasileira atingiu dois servidores norte-americanos. Myers teve o visto cancelado. O MRE determinou seu retorno aos Estados Unidos. Um segundo funcionário teve o acesso à Polícia Federal temporariamente suspenso. Ele permanece em território brasileiro. A identidade deste segundo servidor não foi divulgada porque ele não deixará o país, ao menos por enquanto.

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Fontes do governo dos Estados Unidos confirmaram a saída de Myers do Brasil na data mencionada. A retirada das credenciais impediu sua atuação em território nacional.

Reciprocidade diplomática

O Brasil adotou o princípio da reciprocidade nas relações internacionais. O Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental do governo americano divulgou que o governo Donald Trump ordenou a saída de um delegado brasileiro do território norte-americano. O delegado havia atuado no caso da prisão de Alexandre Ramagem (PL-RJ).

A reciprocidade estabelece que um Estado tende a tratar outro da mesma forma como é tratado por ele. O objetivo é evitar que apenas um lado se beneficie das regras estabelecidas entre os países.

O diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, confirmou as informações à GloboNews. Ele explicou as medidas adotadas: “Um teve temporariamente o acesso cortado à PF por mim. Outro teve o visto cancelado e determinado seu retorno aos Estados Unidos pelo MRE”.

Sobre a saída de Myers, Rodrigues esclareceu: “O colega teve credenciais cassadas e seria instado a deixar o país pelo MRE, mas retornou antes por decisão minha”.

Rodrigues informou que a iniciativa foi adotada de forma verbal. O procedimento seguiu o mesmo método utilizado por autoridades dos Estados Unidos. A informação foi publicada inicialmente pelo jornal “Valor Econômico”. Posteriormente, o diretor da Polícia Federal confirmou os dados.

O segundo norte-americano que teve o acesso à Polícia Federal suspenso permanecerá no Brasil, ao menos por enquanto. Não há informações sobre desdobramentos futuros das medidas de reciprocidade. Também não foram divulgados detalhes sobre possíveis negociações diplomáticas entre os dois países.

A identidade do delegado brasileiro que foi alvo da ordem do governo Trump nos Estados Unidos não foi divulgada. Não há informações sobre quando ou se o segundo funcionário norte-americano deixará o Brasil futuramente.

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