A Polícia Civil de São Paulo (PC-SP) prendeu, nesta sexta-feira (26/06), um homem apontado como o chefe de um grupo de “arrastadores”, que extorquia passageiros no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na Região Metropolitana.
O suspeito é conhecido como “Zóio” e foi encontrado no próprio aeroporto, enquanto aguardava novas vítimas. Além da prisão temporária dele, a “Operação Rapere 2” também cumpriu quatro mandados de busca e apreensão.
Segundo as investigações, os criminosos abordavam viajantes nas áreas de desembarque do aeroporto, oferecendo falsas corridas de aplicativo ou táxi. Ao encerrar as corridas, cobravam valores muito acima dos praticados e intimidavam as vítimas que se negavam a pagar.
O grupo abordava principalmente estrangeiros, turistas e idosos. Pelo menos 30 pessoas registraram boletim de ocorrência.
Além dos golpes, os “arrastadores” também acuavam motoristas de aplicativo e taxistas legalizados que atuam no aeroporto. A suspeita é de que eles agiam desde 2021.
Primeira fase da operação
Na primeira fase da operação, que aconteceu no dia 19 de junho, outros três integrantes da quadrilha foram presos. Mesmo assim, não foi o suficiente para impedir que o grupo continuasse com a prática.
Através das provas colhidas, os agentes conseguiram pedir a prisão do homem apontado como o líder do grupo, detido nesta sexta-feira. As investigações continuam para identificar e prender outros integrantes.
“As investigações prosseguem para apurar a participação dos investigados em crimes de extorsão, estelionato e associação criminosa”, afirma o titular da Delegacia Seccional de Guarulhos, delegado Luiz Romani.




