A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 266,8 bilhões em maio de 2026, informou a Receita Federal. O resultado representa um aumento real de 10,7% na comparação com o mesmo mês do ano passado (valores corrigidos pela inflação), registrando a maior arrecadação para o mês desde o início da série histórica, em 1995.
Acumulado do ano chega a R$ 1,34 trilhão
Nos primeiros cinco meses de 2026, a arrecadação federal somou R$ 1,32 trilhão (sem correção). Quando corrigida pela inflação, a parcial acumulada salta para R$ 1,34 trilhão, o que representa um crescimento real de 6,42% na comparação com o mesmo período de 2025. O desempenho consolida uma curva de crescimento progressivo ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde histórico para o período de janeiro a maio.
O peso dos novos impostos e o boom do petróleo
O crescimento histórico arrecadado está diretamente ligado ao avanço da economia, à forte alta do setor de extração de petróleo e gás (que saltou 385%) e, também, aos aumentos tributários aprovados nos últimos anos. Entre as medidas que turbinaram os cofres públicos, destacam-se:
A taxação de fundos exclusivos e offshores; O início da cobrança sobre apostas esportivas e bets; A reoneração gradual da folha de pagamentos e o fim de benefícios do Perse; A cobrança sobre encomendas internacionais (conhecida como “taxa das blusinhas”); O aumento do IOF sobre crédito e câmbio.
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O impacto nas metas fiscais do governo
O Ministério da Fazenda conta com a força dessa arrecadação para buscar o cumprimento da meta fiscal de 2026, estipulada em um saldo positivo de 0,25% do PIB (cerca de R$ 34,3 billion). Como as regras do arcabouço fiscal permitem um intervalo de tolerância e a exclusão de R$ 57,8 bilhões em despesas (como precatórios), a meta será considerada formalmente cumprida mesmo com a previsão técnica de um rombo de R$ 23,3 bilhões nos cofres públicos ao final do ano.




