A Embraer estabeleceu parceria com uma das empresas do conglomerado indiano Adani para fabricação de aeronaves, desenvolvimento da cadeia de suprimentos e treinamento de pilotos.
O acordo foi anunciado pela fabricante brasileira nesta terça-feira (27/01) e prevê a instalação de uma unidade produtiva em território indiano. A colaboração visa expandir a presença da Embraer no mercado asiático.
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A nova fábrica na Índia será gradualmente ampliada para dar suporte ao programa de Aeronaves de Transporte Regional (RTA).
A iniciativa combina a experiência aeronáutica da empresa brasileira com as capacidades industriais do grupo Adani em infraestrutura aeroportuária, produção aeroespacial, treinamento de pilotos e serviços de manutenção.
A Embraer já mantém operações significativas na Índia. A fabricante possui 50 aeronaves de 11 modelos diferentes que atuam nos setores de aviação comercial, defesa e executiva no país asiático, incluindo equipamentos que servem à Força Aérea Indiana.
O comunicado oficial divulgado pela empresa brasileira não especifica o valor do investimento nem o cronograma exato para implementação da nova unidade fabril.
“A Índia é um mercado fundamental para a Embraer, e esta parceria reúne nossa experiência no setor aeronáutico às sólidas capacidades industriais da Adani e ao seu compromisso com o desenvolvimento da indústria local”, afirma Arjan Meijer, presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial.
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O diretor da Adani Defence & Aerospace, Jeet Adani, destacou a importância estratégica da parceria: “A aviação regional é essencial para o crescimento econômico. Com a ampliação da conectividade aérea em metrópoles regionais e cidades do interior do país, a criação de uma estrutura robusta para a aviação regional tornou-se ainda mais necessária na Índia”.
Missão presidencial brasileira
A parceria ocorre semanas antes da visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Índia, programada para acontecer entre 19 e 21 de fevereiro. Para essa missão internacional, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil) está credenciando até 200 empresários para integrar a comitiva.
O Brasil busca ampliar o escopo de produtos negociados com a Índia, décimo maior importador brasileiro, promover parcerias em diferentes áreas e reduzir a dependência econômica dos Estados Unidos e China.
