Relatório aponta que oferta de petróleo enfrentará o maior “choque da história”

“A demanda mundial de petróleo deve recuar 80.000 barris por dia, em média, em 2026”, afirma Agência Internacional de Energia

Por Redação TMC | Atualizado em
(Foto: Lucy Nicholson/Reuters)

A Agência Internacional de Energia (AIE) prevê uma queda do consumo de petróleo no mundo em 2026, diante do “choque de oferta mais grave da história”, segundo um relatório publicado nesta terça-feira (14). Segundo a AIE, o consumo mundial de petróleo em 2026 deve alcançar uma média de 104,26 milhões de barris por dia, contra 104,34 em 2025.

“A demanda mundial de petróleo deve recuar 80.000 barris por dia, em média, em 2026”, afirma a agência de energia da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, que previa um crescimento de 730.000 barris diários no relatório do mês passado.

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No segundo trimestre, o consumo deve alcançar 102,07 milhões de barris por dia, ou seja, “uma queda prevista de 1,5 mbd” em um ano, “a mais expressiva desde que a covid-19 provocou a redução do consumo de combustíveis”, destacou a agência, cujas previsões mudam todos os meses devido à conjuntura.

“Inicialmente, as reduções mais marcantes do consumo de petróleo foram observadas no Oriente Médio e na Ásia-Pacífico”, em particular para o combustível de aviação e o gás de petróleo liquefeito (GLP), muito utilizado para cozinhar, destacou a AIE.

“No entanto, a queda da demanda deve prosseguir enquanto persistir a escassez e o aumento dos preços”, advertiu a agência, que destacou o “choque de oferta de petróleo mais grave da história”.

Em março, a oferta mundial de petróleo caiu 10,1 milhões de barris por dia, a 97 mbd, devido aos ataques contra as infraestruturas de energia do Golfo e às restrições registradas no abastecimento de petróleo no Estreito de Ormuz.

Em contrapartida, a Rússia teve um bom resultado: as receitas do país com exportações de petróleo dobraram de fevereiro para março, passando de 9,7 bilhões de dólares para 19 bilhões de dólares. Um crescimento impulsionado pelo aumento dos preços e pelo avanço das exportações de petróleo bruto e de produtos petrolíferos.

Por AFP

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