Chanceler da China diz que nenhum país pode ser a polícia do mundo

Ministro das Relações Exteriores critica EUA após prisão de Maduro e defende que soberania de todas as nações deve ser protegida pelo direito internacional

Por Redação TMC | Atualizado em
(Foto: Nadja Wohlleben/Reuters)

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse que nenhuma nação deve atuar como autoridade global acima das demais, em clara referência aos Estados Unidos.

A declaração foi feita nesta segunda-feira (5/12) durante encontro com autoridades paquistanesas em Pequim, após a operação militar americana que resultou na prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores.

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Wang Yi declarou que “o bullying unilateral está se tornando mais desenfreado” no cenário internacional. O chanceler chinês rejeitou explicitamente a postura dos EUA de se autoproclamar “juiz internacional” após a captura do líder venezuelano, que pertence ao partido PSUV, de orientação esquerdista.

“Nunca acreditamos que qualquer país possa agir como polícia internacional, nem concordamos que qualquer país possa se autoproclamar juiz internacional. A soberania e a segurança de todos os países devem ser plenamente protegidas pelo direito internacional”, afirmou Wang Yi durante o encontro com o ministro paquistanês Ishaq Dar.

O pronunciamento do representante da segunda maior economia mundial ocorreu em resposta direta à ação militar americana na Venezuela. Wang Yi caracterizou o atual cenário internacional como “complexo” e “volátil”, expressando preocupação com o desrespeito às normas internacionais.

A China adota uma estratégia de valorização das instituições multilaterais neste episódio. O país busca apoio para conter as ações norte-americanas na Venezuela, porém sem assumir papel protagonista na crise.

No domingo, o governo chinês classificou a operação militar norte-americana como “ilegal” e pediu a libertação imediata de Maduro e sua esposa. A China também apoiou o pedido da Colômbia por uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, que acontecerá nesta segunda-feira (5/12).

O chanceler chinês defendeu ainda que os países devem se unir para “aderir ao princípio fundamental da moralidade internacional” e aplicar as leis internacionais de forma adequada.

Leia mais: Presidente interina da Venezuela envia carta e propõe diálogo a Trump após captura de Maduro

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