A Guarda Revolucionária do Irã subiu prometeu uma reação “rápida e decisiva” após os Estados Unidos realizarem uma série de bombardeios na região do Estreito de Ormuz. O posicionamento de Teerã foi divulgado oficialmente por meio de um comunicado transmitido pela televisão estatal iraniana.
De acordo com as autoridades militares do país, as defesas iranianas agiram para repelir a investida de caças norte-americanos contra a ilha de Sirik, localizada na porção leste do estreito. O episódio marca o primeiro confronto direto entre as duas potências desde o dia 17 de junho, quando um acordo preliminar de paz havia sido assinado para tentar encerrar a guerra iniciada em fevereiro.
A acusação de Donald Trump
A ordem para o bombardeio partiu diretamente do presidente dos EUA, Donald Trump. Horas antes do ataque, o mandatário norte-americano utilizou suas redes sociais para acusar publicamente o regime iraniano de violar os termos do cessar-fogo ao lançar drones contra navios cargueiros civis que cruzavam o Golfo Pérsico.
Segundo os relatórios apresentados por Washington, o Irã teria disparado quatro dispositivos aéreos. Três deles foram interceptados e destruídos pelas forças de defesa americanas, mas um conseguiu atingir o convés superior de um navio de carga. Apesar dos danos materiais, a embarcação conseguiu seguir viagem. Trump classificou a ação de Teerã como uma “violação tola” do pacto de paz.
Em resposta imediata, o Comando Central das Forças Armadas dos EUA (CentCom) acionou seus caças e bombardeou o litoral sul do Irã. Enquanto o governo americano afirma ter destruído com sucesso depósitos de mísseis, radares e bases de drones, o Ministério das Relações Exteriores do Irã rebateu a informação, alegando que as bombas atingiram apenas a estrutura de um píer civil em Sirik.
Rota global de energia sob alerta máximo
As hostilidades ocorrem em um momento em que a segurança de navegação na região já estava seriamente comprometida. Na última quinta-feira (25/06), a Organização Marítima Internacional (OMI), braço da ONU, tomou a decisão de suspender temporariamente uma grande operação de evacuação que garantia a passagem supervisionada de navios mercantes pelo Golfo Pérsico.
A medida da OMI foi adotada após um porta-contêineres de bandeira britânica ser atingido por um projétil na costa de Omã. Até a suspensão das atividades, a rota humanitária e de segurança havia conseguido retirar da zona de atrito cerca de 57 navios e mais de 1.100 tripulantes.
O Estreito de Ormuz é considerado o corredor marítimo mais importante do planeta para o comércio de petróleo e gás.




