O El Ninõ deve se intensificar ao longo do segundo semestre e alcançar seu pico entre novembro e fevereiro, segundo a entidade. O fenômeno aumenta o risco de secas, chuvas intensas e ondas de calor em diferentes partes do mundo.
O alerta sobre a formção e fortalecimento do fenômeno foi divulgado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), vinculada às Nações Unidas, nesta sexta-feira (03/07).
Modelos da OMM apontam que o episódio atual será classificado como forte. Estimativas dos maiores centros meteorológicos do mundo sugerem que a temperatura da superfície do mar pode superar em mais de 2°C a média histórica nas regiões de monitoramento do fenômeno.
Efeitos no Brasil
Os impactos do El Niño variam conforme a região. No Brasil, o Sul tende a registrar mais chuva durante o fenômeno. Já o Norte e o Nordeste podem enfrentar períodos mais secos. Os efeitos não são uniformes: nem todos os países ou regiões vivenciam os mesmos eventos climáticos.
Para quem mora nessas áreas, vale ficar atento às previsões locais ao longo dos próximos meses, especialmente à medida que o fenômeno se intensifica.
Histórico de episódios
A partir de 2006, o planeta passou por uma série de episódios de El Niño com impactos sobre o clima global. O mais recente, ocorrido entre 2023 e 2024, recebeu classificação forte, figurando entre os mais expressivos da história.
O evento de 2014 a 2016 foi enquadrado como muito forte. Já os episódios de 2006-2007 e 2018-2019 tiveram intensidade fraca a moderada, ao passo que o de 2009-2010 foi considerado moderado.
Para os cientistas, o aquecimento global é o principal motor das transformações climáticas em curso — e não o El Niño em si. O fenômeno amplifica eventos extremos, mas não substitui a tendência de longo prazo associada às emissões de gases de efeito estufa.




