Em entrevista ao programa Paulista TMC, uma das testemunhas da tragédia ocorrida durante um salto de rope jumping em Limeira (SP) deu detalhes sobre o caso e criticou a atuação da equipe responsável pela atividade. Rafael Goulart afirmou que o episódio não foi um acidente, mas sim um “assassinato”.
Segundo ele, o salto havia sido comprado com antecedência de dois meses e fazia parte de uma agenda cheia da empresa. “Eles tinham cerca de 80 saltos programados naquele sábado e outros tantos no dia anterior”, relatou durante a entrevista.
Rafael estava a cerca de 15 a 20 metros do local no momento da queda e disse ter presenciado a ação. “Eu vi eles arremessando a menina. Não vi o impacto, mas ouvi um barulho muito forte”, afirmou. O episódio deixou todos os presentes em estado de choque, e um grupo com cerca de 80 pessoas criou uma rede de apoio após o ocorrido.
O relato também levanta questionamentos sobre a conduta da equipe responsável. Segundo a testemunha, não houve reação imediata dos organizadores após a queda. “Enquanto as pessoas tentavam socorrer, ligando para o SAMU e para a polícia, eles recolhiam os equipamentos e voltavam sem identificação”, declarou.
Rafael também afirmou ter visto um integrante da equipe retirar uma câmera que estava com a vítima. Ele destacou ainda que os responsáveis não prestaram assistência e priorizaram ações como encerrar perfis nas redes sociais.
Durante a participação no Paulista TMC, Rafael comentou ainda sobre a repercussão do caso nas redes sociais. “Eles tinham milhares de seguidores e vídeos com milhões de visualizações. A gente acaba confiando no que vê na internet”, pontuou.
Além do impacto emocional, há também prejuízos financeiros. Os valores do salto variavam entre R$ 150 e R$ 180, além de taxas extras, e muitos clientes ainda tentam recuperar o dinheiro.
Apesar disso, Rafael afirma que sua principal preocupação é outra. “O que a gente quer é justiça”, declarou, ressaltando que a dor maior é da família da vítima.
Ele também destacou os efeitos psicológicos enfrentados por quem estava no local. “Tem gente que não está conseguindo dormir e procurando ajuda psicológica. Foi algo muito pesado”, disse.
O caso segue sendo investigado, e a expectativa é que os responsáveis sejam identificados e punidos.
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