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Acordo Mercosul-UE não seria possível sem Lula, diz presidente do Paraguai

Cerimônia ocorre em Assunção, no Paraguai, com presidente Santiago Peña elogiando contribuição de Lula para concretização do tratado, mesmo com ausência do brasileiro

Por Redação TMC | Atualizado em
Câmera Fotográfica A assinatura do acordo ocorre após 26 anos de negociações entre os blocos econômicos, representando um marco nas relações comerciais entre Mercosul e União Europeia.

O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia foi assinado em cerimônia realizada neste sábado (17) em Assunção, capital do Paraguai. Durante o evento, o presidente paraguaio Santiago Peña, atual líder do bloco sul-americano, destacou a contribuição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a concretização do tratado, mesmo com a ausência do mandatário brasileiro na solenidade.

O Brasil foi representado na cerimônia pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Segundo informações da CNN, Peña não poupou elogios ao presidente brasileiro durante seu discurso de abertura, referindo-se a Lula como “grande e querido amigo” e afirmando categoricamente: “Sem Lula, não chegaríamos a este dia”.

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Para que o acordo entre efetivamente em vigor, será necessária a aprovação pelos parlamentos dos países envolvidos. Uma cláusula especial permite que o tratado comece a vigorar assim que o Congresso Nacional brasileiro e o Parlamento Europeu derem seu aval.

O presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), Nelsinho Trad, informou à CNN que o Congresso brasileiro trabalha para aprovar o acordo até julho de 2026, o que possibilitaria o início do livre comércio no segundo semestre deste ano.

O caminho para a implementação do acordo pode enfrentar desafios no âmbito europeu. O Parlamento Europeu agendou para a próxima quarta-feira (21) a votação de dois pedidos de eurodeputados que buscam submeter o tratado à avaliação do Tribunal de Justiça da União Europeia.

Se o Tribunal emitir parecer negativo, as regras não poderão entrar em vigor sem alterações no conteúdo. Mesmo sem veto judicial, a aprovação do pedido de judicialização pode atrasar o processo, já que esse tipo de avaliação pela Corte europeia costuma levar entre 16 e 18 meses, segundo informações da UE.

A assinatura do acordo ocorre após 26 anos de negociações entre os blocos econômicos, representando um marco nas relações comerciais entre Mercosul e União Europeia.

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