Alckmin defende modelo dos EUA para calcular inflação e reduzir juros no Brasil

Vice-presidente propõe adoção de critérios do Federal Reserve que excluem energia e alimentos do cálculo inflacionário durante evento em SP

Por Redação TMC | Atualizado em
Geraldo Alckimin
(Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)

Geraldo Alckmin propôs nesta segunda-feira (04/05) que o país adote critérios semelhantes aos do banco central dos Estados Unidos para calcular a inflação. O vice-presidente fez a declaração em São Paulo, durante o lançamento da pesquisa Swedish Business in Brazil 2026 na Câmara de Comércio Sueco-Brasileira. Ele criticou o patamar atual da Selic.

Segundo Alckmin, o Brasil deveria seguir o exemplo do Federal Reserve na hora de estabelecer parâmetros para a política monetária. “O problema que nós temos é essa taxa de juros absurdamente alta. Nós deveríamos verificar o modelo do Federal Reserve, que exclui energia e alimentação da análise da inflação para definição da taxa de juros”, afirmou.

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O banco central americano utiliza o núcleo do PCE (Índice de Preços para Gastos de Consumo Pessoal) entre suas referências inflacionárias. Esse indicador não considera no cálculo itens com maior oscilação de preços, como alimentos e energia.

A proposta de Alckmin não é inédita. Em março de 2025, o vice-presidente já havia sugerido ao Banco Central avaliar a retirada desses componentes do índice de inflação. “Eu acho que é uma medida inteligente a gente realmente aumentar o juro naquilo que pode ter mais efetividade na redução da inflação”, defendeu na ocasião.

O estudo Swedish Business in Brazil 2026 revelou as principais preocupações dos empresários suecos que operam no país. A taxa de juros elevada, a inflação e a instabilidade política aparecem entre os fatores de maior inquietação para essas companhias.

A pesquisa indicou que 63% das empresas suecas no Brasil pretendem ampliar as aquisições de produtos de fornecedores europeus após o acordo comercial.

Alckmin reconheceu que a Selic está em trajetória de queda, mas ressaltou que o ritmo é inferior ao previsto. “Era para estar numa queda mais acentuada, mas a guerra trouxe um fato que se sobrepôs. Nós não temos como parar a guerra, mas devemos minimizar os seus efeitos”, declarou.

O vice-presidente relacionou os juros elevados à necessidade do Desenrola 2.0, programa lançado nesta segunda em Brasília. “A taxa de juros é absurda, então o Desenrola é necessário. Vai ajudar as famílias, com a possibilidade de desconto de até 90%. Vai garantir juros mais baixos, de 1,99%, e atende também pequenas empresas”, afirmou.

Alckmin citou o Move Brasil, iniciativa do governo voltada para caminhoneiros. O programa disponibiliza R$ 21,1 bilhões em crédito. O vice-presidente declarou otimismo do governo com essas medidas.

Ele mencionou outras ações econômicas do governo. Entre elas estão a redução de impostos sobre diesel e energia, além da ampliação do programa Move Brasil.

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