Autoridades americanas divulgaram nesta terça-feira (14/04) a primeira imagem de Alexandre Ramagem após sua detenção pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) dos Estados Unidos. O ex-deputado federal e ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi preso na segunda-feira (13/04) na Flórida. Ramagem é considerado foragido da Justiça brasileira desde que fugiu do país em setembro de 2025.
O Departamento Penitenciário do condado de Orange County incluiu o registro fotográfico da detenção no banco de dados do estado da Flórida. Na imagem tipo “mugshot”, Ramagem aparece usando um casaco de capuz verde. O sistema registra que ele está sob custódia por questões de imigração (“immigration hold”). O departamento penitenciário grafou o nome dele como “Alexander” em vez de “Alexandre”. Não constam acusações formais contra ele nas informações disponibilizadas até o momento.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Ramagem a dezesseis anos de prisão em 2025. A sentença foi aplicada pelos crimes de organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. A condenação ocorreu no mesmo processo que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro.
“A prisão decorreu de cooperação policial internacional entre a Polícia Federal e autoridades policiais dos EUA. O preso é considerado foragido da Justiça brasileira após condenação pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado de Direito”, informou a Polícia Federal em nota.
O influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo declarou na segunda que a detenção ocorreu após uma infração leve de trânsito, seguida de encaminhamento ao ICE.
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Ramagem fugiu para Miami em setembro de 2025, antes da decretação da prisão. Ele deixou o Brasil pela fronteira de Roraima com a Guiana, de onde embarcou de avião para os Estados Unidos. Durante a fuga, teria utilizado documentos falsos no percurso entre a fronteira de Roraima e os Estados Unidos.
A cassação do mandato decorreu da condenação pelo STF. Ramagem, que foi diretor-geral da Abin, sustentou à época que a Casa não poderia cumprir automaticamente a decisão do Supremo, alegando que o caso deveria ir ao plenário.




