Defesa de Mauro Cid pede ao STF extinção de pena por tentativa de golpe

Advogados alegam que período de prisão preventiva já seria suficiente para cumprir a condenação de dois anos; PGR é contra o pedido

Por Muryllo Hernandez | Atualizado em
Mauro Cid faz expressão facial de incômodo durante audiência no Congresso Nacional
(Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

A defesa do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, voltou a recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar encerrar a punição imposta ao militar no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado.

Os advogados pedem que a pena de dois anos de prisão seja declarada extinta sob o argumento de que Cid já teria cumprido o tempo necessário durante o período em que ficou preso preventivamente no curso das investigações. Na prática, a defesa quer que esse tempo seja abatido integralmente da condenação.

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Mauro Cid foi condenado pelo STF, mas permaneceu em liberdade em razão do acordo de delação premiada firmado com as autoridades em 2023. Desde então, tornou-se uma das principais fontes de informação das investigações que apuram a suposta articulação golpista após as eleições de 2022.

A estratégia da defesa, porém, não é inédita. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo, já havia rejeitado anteriormente o mesmo argumento apresentado pelos advogados do militar.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) também se manifestou contra o pedido. Em parecer encaminhado à Corte, o órgão sustentou que Mauro Cid ainda não cumpriu integralmente a pena aplicada, afastando a possibilidade de extinção da condenação neste momento.

Com a nova manifestação da PGR, a palavra final volta a ser do STF. Os ministros deverão decidir se mantêm a condenação nos termos atuais ou se aceitam o pedido da defesa para reconhecer o cumprimento da pena.

A decisão pode representar mais um capítulo importante na situação jurídica de Mauro Cid, personagem central nas investigações sobre a tentativa de golpe e peça-chave para o avanço de diferentes apurações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Supremo Tribunal Federal.

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