O pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, negou que tenha promovido aumento de impostos durante sua gestão no Ministério da Fazenda. A declaração foi feita em entrevista exclusiva à TMC, nesta quarta-feira (06/05).
Segundo Haddad, não houve elevação de alíquotas, mas sim a revisão de benefícios fiscais concedidos a empresas. “Não teve uma alíquota aumentada, não teve nada aumentado”, afirmou.
O ex-ministro argumentou que o ajuste nas contas públicas incluiu o corte do chamado “gasto tributário”, que consiste em isenções e incentivos fiscais concedidos a determinados setores. De acordo com ele, esses benefícios chegaram a cerca de R$ 800 bilhões e precisavam ser reduzidos conforme determinações constitucionais.
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Haddad também rebateu críticas de setores ligados ao bolsonarismo, que classificam as medidas como aumento de carga tributária. Para o pré-candidato, essa interpretação é incorreta e confunde revisão de benefícios com criação de novos impostos.
Na entrevista, ele ainda voltou a responsabilizar o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro por um déficit elevado nas contas públicas, afirmando que a equipe econômica precisou priorizar o “saneamento” fiscal ao assumir a gestão.
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