Funcionários do PL Mulher começaram a cumprir aviso prévio nesta quarta-feira (1º), após a saída da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro da presidência do núcleo feminino do Partido Liberal. As demissões ocorrem em meio à reestruturação da equipe após a mudança no comando.
Segundo fontes ouvidas pela TMC Brasília, Michelle decidiu manter apenas dois seguranças e um carro blindado custeados pelo partido, presidido por Valdemar Costa Neto.
Ainda de acordo com pessoas com bom trânsito na legenda, ouvidas sob reserva, a ex-presidente do PL Mulher pretende buscar a realocação de parte dos funcionários desligados em cargos no Governo do Distrito Federal (GDF). Michelle mantém uma relação próxima com a governadora Celina Leão.
As mudanças ocorrem em meio à crise envolvendo Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República. Nos últimos dias, a ex-primeira-dama afirmou ter sido “humilhada” e “desrespeitada” pelo enteado durante uma conversa telefônica. Flávio nega as acusações e afirma que houve um mal-entendido.
Durante um evento voltado ao público feminino, realizado nesta quarta-feira em Brasília, o senador afirmou que Michelle continuará fazendo parte do projeto político da direita.
“Respeito demais a Michelle e tenho a convicção de que vamos superar mais este momento difícil e que ela vai caminhar junto com a gente. Ela sabe que o Brasil não suporta mais quatro anos de PT. Quero parabenizar o trabalho que ela fez no PL Mulher e reconhecer a atuação dela”, declarou.
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A reportagem da TMC Brasília procurou o Partido Liberal para comentar as demissões, mas, até a publicação desta reportagem, não havia recebido resposta.
Disputa pelo Senado
Michelle Bolsonaro, apontada como um dos principais nomes do PL para disputar uma vaga ao Senado pelo Distrito Federal em 2026, também avalia a possibilidade de não concorrer após o desgaste provocado pela crise com Flávio Bolsonaro. Um interlocutor da ex-primeira-dama afirmou à TMC Brasília que, neste momento, as chances de candidatura são “mínimas”.
Apesar disso, Michelle segue entre os nomes mais competitivos da legenda e aparece na liderança das pesquisas de intenção de voto para o Senado no Distrito Federal.




