Oposição pede investigação de Mauro Vieira por publicação nas redes do Itamaraty

Representação questiona uso dos canais oficiais do Itamaraty após postagem que chamou de “traidores da Pátria” os responsáveis, segundo o governo, pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros

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O senador Rogerio Marinho (PL-RN) na tribuna do plenário do Senado
(Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, protocolou uma representação na Comissão de Ética da Presidência da República, pedindo a abertura de procedimento para apurar a conduta do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, por causa de uma publicação divulgada nos canais oficiais do Itamaraty.

A iniciativa foi apresentada após uma postagem do ministério, publicada em 24/06, que utilizou a expressão “traidores da Pátria” ao comentar o anúncio de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos.

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Na representação, Marinho afirma que a mensagem possui conteúdo político-partidário, incompatível com a atuação institucional do Ministério das Relações Exteriores, e pede que a Comissão de Ética investigue eventual descumprimento dos deveres previstos no Código de Conduta da Alta Administração Federal. Segundo o senador, o Itamaraty deve representar o Estado brasileiro perante a comunidade internacional com moderação, sobriedade institucional e profissionalismo diplomático.

O parlamentar também sustenta que não cabe ao Ministério das Relações Exteriores utilizar canais oficiais para desqualificar cidadãos, parlamentares ou agentes políticos. Para ele, a publicação pode violar princípios como a impessoalidade, a integridade, o decoro e a neutralidade institucional, além de comprometer a credibilidade da comunicação oficial do Estado.

Na representação, Marinho argumenta ainda que a utilização da expressão “traidores da Pátria” em um perfil institucional do governo é incompatível com a tradição do Itamaraty e solicita que a Comissão de Ética avalie a conduta do ministro Mauro Vieira à luz das normas que regem a atuação da alta administração pública.

O documento pede a instauração de procedimento para apurar eventual violação aos deveres éticos previstos na legislação.

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