Flávio Bolsonaro voltou ao primeiro lugar no Índice Datrix de Presidenciáveis (IDP) em junho, alcançando 29,7 pontos. Após recuar na edição anterior, o senador reassumiu a liderança com vantagem expressiva sobre o segundo colocado. Luiz Inácio Lula da Silva, que ocupava o primeiro lugar em maio, ficou com 27,8 pontos e caiu para a segunda posição.
Além de perder a liderança, o presidente se tornou o presidenciável mais citado negativamente no chamado mar aberto, espaço de conversas espontâneas nas redes, com quase 52% das menções com tom negativo, segundo a Datrix.
O volume de menções a Lula cresceu 22% em relação a maio. Mesmo assim, o presidente concentrou 42% de toda a conversa digital sobre presidenciáveis no período. Flávio Bolsonaro, por sua vez, reuniu 51% de todas as menções ao grupo.
Zema sobe, Caiado se destaca pelo tom positivo
Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais pelo Novo, assumiu o terceiro lugar pela primeira vez no ranking, com 12,4 pontos. Na sequência aparecem Renan Santos, do Missão, com 10,4 pontos, e Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás pelo PSD, com 10,1 pontos.
Apesar de pontuar menos, Caiado registrou o tom mais positivo de menções entre todos os presidenciáveis avaliados no mês. Já Renan Santos se destacou pelo maior engajamento proporcional do grupo, conforme a Datrix.
O que derrubou Flávio em maio, e o que o trouxe de volta
A Datrix apontou dois episódios como responsáveis pela queda de Flávio Bolsonaro no IDP de maio: a crise envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro no caso Master e a solicitação de financiamento para o filme Dark Horse. Em junho, as menções ao senador deixaram o campo negativo e passaram a predominar no positivo.
O IDP é um indicador mensal de desempenho digital elaborado pela consultoria Datrix. A escala vai de -100 a 100, e cada político recebe uma pontuação calculada a partir do volume, do engajamento e do sentimento das menções registradas nas redes sociais.
Copa do Mundo reduziu o debate político
O debate político nas redes sociais registrou menor engajamento geral em junho. De acordo com João Paulo Castro, CEO da Datrix, o recuo foi associado à abertura da Copa do Mundo, cujos jogos tiveram início no dia 11 daquele mês.
“Foi um mês de debate travado no piloto automático. Com o Brasil fora do torneio, julho tende a ser diferente — o eleitor volta a olhar para a disputa, e os movimentos que junho apenas insinuou devem ganhar contorno mais nítido nas próximas semanas”, afirma o executivo.
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