Oposição critica decisão de Moraes e fala em tentativa de silenciar Bolsonaro

Em nota, o líder da Oposição no Senado, Rogério Marinho, classificou como “autoritária” a decisão que impede Flávio Bolsonaro de visitar Jair Bolsonaro após a divulgação de uma carta escrita pelo ex-presidente

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O senador Rogerio Marinho (PL-RN) na tribuna do plenário do Senado
(Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

O líder da Oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), divulgou uma nota nesta segunda-feira (13/07) em que critica duramente a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo Marinho, a medida é “autoritária, desproporcional” e teria como efeito prático tornar Bolsonaro “incomunicável”, além de representar, na avaliação do senador, uma interferência no cenário político.

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Na nota, o parlamentar afirma que a decisão reforça a percepção de perseguição política e de tratamento desigual, sustentando que parte do STF estaria deixando de atuar como “árbitro institucional” para assumir, segundo ele, uma postura de adversário político de Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e da oposição.

Para reforçar o argumento, Marinho compara a situação com a prisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2018. O senador lembra que Lula recebeu visitas, manteve interlocução política com aliados, divulgou cartas, pediu votos durante a campanha eleitoral e concedeu entrevistas à imprensa enquanto ainda estava preso.

O líder da oposição afirma que não busca privilégios, mas “igualdade perante a lei”, e considera que impedir o contato entre pai e filho em razão da divulgação de uma carta configura uma tentativa de silenciamento.

Marinho também sustenta que “calar um preso dessa maneira é inconstitucional” e afirma que a medida representa, em sua visão, a retomada de práticas associadas a regimes autoritários. O senador conclui dizendo que “calar Bolsonaro é tentar calar a expressiva parcela da população brasileira que ele representa”.

Leia mais: Moraes suspende visitas de Flávio a Jair Bolsonaro por 90 dias após carta

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