O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o governo não será derrotado nas eleições se executar seu trabalho de maneira adequada. A declaração foi feita na sexta-feira (24/04) por meio de vídeo enviado ao encontro nacional do PT em Brasília. O petista sustentou que a legenda governista não deve perseguir adversários políticos.
O presidente expressou confiança no desempenho governamental e nas perspectivas eleitorais do partido. Lula defendeu que a posição de governo coloca o PT em vantagem estratégica em relação à oposição.
“Se nós fizemos as coisas corretas, e acreditamos que nós fizemos as coisas corretas, nós não perderemos a eleição para ninguém neste país. […] O que é importante ter claro é que um partido que está no governo não corre atrás do adversário, é o adversário que corre atrás dele. É ele que tem que colocar a bola na frente”, disse Lula.
Participação por vídeo
O presidente enviou as declarações em formato de vídeo para exibição durante o encontro nacional do Partido dos Trabalhadores. Existia expectativa de comparecimento presencial de Lula ao evento.
A participação por vídeo ocorreu porque o presidente passou por dois procedimentos médicos na sexta-feira (24/04) no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Lula realizou a retirada de uma lesão de câncer de pele localizada no couro cabeludo. O presidente também recebeu infiltração no punho para tratamento de tendinite no polegar da mão direita.
O médico Roberto Kalil Filho informou que ambos os procedimentos transcorreram sem intercorrências. Segundo boletim médico divulgado após os procedimentos, o presidente deverá retornar às suas atividades habituais na segunda-feira (27/04). Lula seguirá com acompanhamento médico.
A presença do presidente no evento, que acontece até este domingo (26/04), ainda não está confirmada.
Estratégias eleitorais
O Partido dos Trabalhadores discutirá durante o fim de semana um documento político destinado a traçar estratégias relacionadas às eleições de outubro. O texto também abordará orientação de alianças e futuras diretrizes partidárias.
Em manifesto que será debatido no congresso, a sigla propõe uma reforma no Judiciário “visando à democratização, mecanismos de autocorreção e fortalecimento do Estado de Direito.”
O documento também prevê reformas que o partido considera “decisivas, sem as quais o projeto democrático-popular permanecerá bloqueado”.
A legenda apresenta cinco reformas consideradas prioritárias. A reforma política e eleitoral é descrita como “capaz de democratizar o poder e restituir a soberania popular e alterar o atual modelo de execução orçamentária através de emendas parlamentares”.
A reforma tributária visa “para corrigir distorções graves do sistema de impostos e financiar direitos”. A reforma tecnológica tem como objetivo atuar “com vistas à soberania produtiva, científica e digital, fortalecida por uma ampla regulamentação dos oligopólios das plataformas digitais”.
A reforma do Poder Judiciário busca “visando à democratização, mecanismos de autocorreção e fortalecimento do Estado de Direito”. A reforma administrativa pretende criar condições “que permita a reconstrução do Estado brasileiro e fortalecimento da capacidade pública”.
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