O ex-governador Cláudio Castro, alvo de operação da PF nesta sexta-feira (15), iniciou a carreira política como vereador da cidade do Rio de Janeiro em 2016. Em 2018, foi eleito vice-governador na chapa de Wilson Witzel. Após o impeachment de Witzel, em 2021, assumiu definitivamente o comando do Palácio Guanabara. No ano seguinte, foi reeleito em primeiro turno.
As investigações contra o governador começaram a ganhar força em 2023, quando o Superior Tribunal de Justiça autorizou a abertura de inquérito pela Polícia Federal para apurar suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, peculato e fraude em licitações.
Segundo as apurações, os supostos crimes teriam ocorrido entre 2017 e 2020, período em que Castro atuava como vereador e vice-governador. A PF investiga possíveis desvios em programas assistenciais do governo do Rio, como projetos sociais ligados à Fundação Leão XIII e à Secretaria estadual de Desenvolvimento Social.
Em dezembro de 2023, a Operação Sétimo Mandamento cumpriu mandados de busca e apreensão contra investigados apontados como operadores do esquema. Entre os alvos estava Vinícius Sarciá Rocha, irmão de criação de Castro e então ligado à AgeRio. A PF afirmou suspeitar de pagamento de propinas e direcionamento de contratos públicos.
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Em julho de 2024, a Polícia Federal indiciou o governador pelos crimes de corrupção passiva e peculato. O relatório da investigação cita suspeitas de recebimento de vantagens indevidas enquanto ele exercia funções no Legislativo municipal e no governo estadual.




