STF mantém cassação de Rodrigo Bacellar após envolvimento em escândalo da Ceperj no RJ

Ministro Cristiano Zanin negou pedido do deputado estadual para suspender decisão do TSE, sendo acompanhado por Alexandre de Moraes e Flávio Dino na Primeira Turma

Por Redação TMC | Atualizado em
Rodrigo Bacellar, deputado estadual e ex-presidente da Alerj. (Foto: Thiago Lontra/ALERJ)

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a cassação do mandato do deputado estadual Rodrigo Bacellar (Republicanos-RJ). A decisão foi tomada pela Primeira Turma da Corte nesta sexta-feira (17/04). Bacellar comandou a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) até março deste ano.

O parlamentar tentava suspender os efeitos da cassação determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A votação ocorre no plenário virtual do STF. O julgamento se encerra em 28 de abril.

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O TSE cassou o mandato de Bacellar no fim de março. A decisão da Justiça Eleitoral teve como base o envolvimento do deputado no escândalo da Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj). O mesmo caso levou à perda de mandato e à inelegibilidade do ex-governador Cláudio Castro.

A defesa do parlamentar apresentou pedido ao Supremo para suspender a cassação. O objetivo era impedir a execução da decisão do TSE enquanto ainda houvesse possibilidade de recurso no Judiciário.

O ministro Cristiano Zanin, relator do caso, negou o pedido em decisão individual. A defesa recorreu do despacho. O recurso passou a ser analisado pela Primeira Turma no plenário virtual.

Zanin votou pela manutenção da decisão que rejeitou o pedido de Bacellar. O ministro justificou que não houve mudança na situação processual que justificasse a concessão da medida cautelar.

“Diante dos fundamentos da decisão agravada e pelo fato de não ter ocorrido nenhuma mudança em relação à situação processual quanto à interposição de eventual recurso extraordinário e de seu juízo de admissibilidade pelo Tribunal Superior Eleitoral, entendo ser o caso de manter a negativa da medida cautelar por seus próprios fundamentos”, afirmou o relator.

Os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino acompanharam o voto de Zanin. Com os três votos, formou-se maioria na Primeira Turma pela rejeição do recurso.

Bacellar está preso desde 27 de março. A prisão ocorreu na mesma data em que o TSE decidiu pela cassação de seu mandato. A maioria já formada indica que o recurso será rejeitado.

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