A derrota histórica do governo na indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) deve gerar maiores consequências para o sistema de nomeação de ministros para a principal corte do país, avalia o senador Esperidião Amin (PP-SC), em entrevista à TMC nesta quinta-feira (30/04).
“Esse processo de nomeações é viciado e ontem (quarta-feira) parece que o vício ultrapassou o limite do tolerável pelo Senado. E vamos ter que repensar nomeações”, declarou o parlamentar, sem entrar em detalhes sobre mudanças.
No dia da votação no Senado, Amin criticou a pouca experiência de Messias. “Sempre considerei que seria muito renhida a disputa entre o ‘sim’ e o ‘não’. E quero deixar bem claro que a observação que eu fiz ontem não tem nenhuma contrariedade contra a situação do jovem. O que aconteceu ontem não foi uma rejeição ao Jorge Messias, fiz questão de dizer isso. Tenho, inclusive, apreço pessoal por ele e nenhuma queixa contra ele.”
Na noite de quarta, o Senado rejeitou a indicação de Messias, atual advogado-geral da União. O indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu 34 votos, aquém dos 41 necessários no plenário, encerrando o processo de nomeação e obrigando o governo a indicar um novo nome para a Corte futuramente.




