A Polícia Federal comunicou ao STF (Supremo Tribunal Federal), na noite desta quinta-feira (11/06), que rejeitou pela segunda vez a proposta de delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. As duas recusas ocorreram em menos de um mês.
Segundo a PF, Vorcaro não apresentou informações inéditas em relação ao que os investigadores já haviam apurado. Além disso, ele não apontou crimes cometidos por parceiros, condição que costuma ser central em acordos de colaboração premiada, mecanismo pelo qual um investigado fornece provas contra outros em troca de benefícios penais.
Dificuldade com provas
Os investigadores identificaram outro obstáculo: dificuldade em corroborar os relatos de Vorcaro com documentos ou evidências concretas. Sem essa corroboração, a proposta perde valor jurídico para a PF e para a PGR (Procuradoria-Geral da República).
A PF e a PGR buscavam, por meio do acordo, fazer Vorcaro ressarcir R$ 60 bilhões apontados como desviados em fraudes ligadas ao Banco Master. O Banco Central havia decretado a liquidação do banco em novembro do ano passado.
Histórico das negociações
Em maio, a PF já havia considerado insuficiente a primeira versão da proposta. Mesmo assim, retornou à mesa de negociação cerca de uma semana depois da rejeição inicial.
Na sequência, a defesa de Vorcaro sinalizou disposição para apresentar um novo texto. O documento foi entregue nesta semana, e foi justamente essa segunda versão que a PF recusou na quinta-feira (11/06).
Vorcaro está preso e foi autorizado por Mendonça a permanecer em cela especializada na superintendência da PF em Brasília.
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